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Opinião

  • 04/05/2017

    O desrespeito de Greca às mulheres

    O desrespeito de Greca às mulheres
    Não é o primeiro episódio machista de Greca. Em debate em canal aberto de TV, ele teria afirmado que “função da mulher é cuidar da casa”

    No dia 27 de abril, o Sismuc organizou ato de desagravo em defesa das servidoras municipais, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Boa Vista.

    O ato ocorreu em repúdio à violência sofrida por uma enfermeira, agredida por usuária que aguardava atendimento naquela unidade. O protesto foi mais amplo e abordou a violência contra as mulheres no ambiente de trabalho, depois de denúncias de que servidoras estão sendo humilhadas e inferiorizadas pela gestão.

    A violência sofrida em local de trabalho ainda não rendeu um estudo específico, mas é certo que o Sismuc vem contabilizando anualmente casos de agressão contra servidores, que se dão contra diferentes segmentos do funcionalismo, o que exige medidas oficiais de conscientização, propaganda e criação de melhores condições de trabalho.

    O prefeito Rafael Waldomiro Greca (PMN) minimizou o episódio de violência contra a servidora e não ofereceu melhorias na prevenção à violência contra servidores.

    Na verdade, o alcaide tomou mais uma das suas medidas atrapalhadas: o máximo que o gestor municipal propôs foi uma porta na unidade de atendimento voltada para a rua, uma “rota de fuga” do servidor no caso de uma situação de violência.

    A Prefeitura, ao contrário, deveria admitir sua responsabilidade por situações de insatisfação popular contra o atendimento à saúde. O problema deveria ser superado com a contratação de servidores públicos, equipamentos e políticas voltadas para a Saúde do Trabalhador.

    Não é o primeiro episódio machista de Greca. Em debate em canal aberto de TV, ele teria afirmado que “função da mulher é cuidar da casa”, ao garantir que sua esposa, Margarita Sansone, não ocuparia a presidência da Fundação de Ação Social (FAS).

    Os servidores públicos municipais, organizados no Sismuc, são em sua maioria mulheres, que respondem por 85% da categoria. As principais medidas dos doze projetos de ajuste fiscal remetidos por Greca à Câmara de Vereadores afetam as mulheres, que muitas vezes são o suporte do lar. Os cortes de direitos no caso do Plano de Carreira, dos reajustes salariais e mudanças na Previdência são um duro golpe contra professoras de educação infantil, assistentes sociais, profissionais da saúde e servidoras no geral.

    Os lares curitibanos serão impactados por essas medidas, tomadas por um prefeito que janta em bons restaurantes com o empresariado.

    Outra medida anterior de Greca que afetou as servidoras foi a revogação da Portaria nº 722, que permitia apresentação para a chefia imediata de atestados médicos de até três dias de servidores ou dependentes, sem passar pela perícia. Isso prejudicou as trabalhadoras que possuem filhos pequenos.

    Um prefeito como Greca, sempre midiático e preocupado com a própria imagem, não deveria dar mais atenção às mulheres, esta parcela da sociedade cada vez mais organizada e protagonista nos dias de hoje?

    Caso a Câmara Municipal não devolva os projetos para Greca, que deveria abrir um canal de consulta e diálogo com a sociedade, essas mesmas mulheres devem protagonizar uma greve histórica do funcionalismo público municipal.

    Da nossa parte, nós nunca duvidamos da força das servidoras!

    Sismuc
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