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Opinião

  • 16/03/2017

    Coluna Radar da Luta - revista Ágora

    Na década de 80, sindicalismo e movimento popular andavam juntos

    Hora da militância raiz

    A Frente Brasil Popular realizou sua primeira plenária estadual de 2017 com ótimo horizonte. Participaram integrantes de movimentos sociais de Toledo, Curitiba, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Campo Mourão. A plenária definiu fazer trabalho de base em torno de pautas para barrar os ataques à previdência e aos direitos trabalhistas. Para articular as diversas frentes de luta, a FBP também constrói a luta das mulheres, do transporte público e a campanha “Richa, devolve meu professor”, assim como o movimento LGBT, movimento negro e de juventude estiveram presentes. A Frente define criar comitês nas cidades contra o desmanche da Previdência.

    Os principais problemas

    Ficou evidente na plenária a preocupação com a retomada do trabalho de base por parte da esquerda. A principal referência é a década de 80, quando sindicalismo e movimento popular andavam juntos, nos bairros e nas greves. Iniciativas na área da comunicação também são citadas, reforçando a mídia alternativa no estado e as imprensas dos sindicatos. Até pouco tempo, as duas questões acima eram deixadas como última prioridade pela esquerda.

    Diálogo com o povo

    Ações simples são eficazes no debate com a população. A Frente Brasil Popular sugere para o tema do desmonte da Previdência fazer “esquentas” nos bairros, com caminhões de som, debates em rádios comunitárias e audiências públicas em cada cidade do Paraná. A região metropolitana de Curitiba deve ser fortalecida também, assim como cada cidade no entorno de onde a Frente já tem representação.

    Criminalização dos movimentos

    Há quem diga que é só discurso. Mas já temos várias situações nas quais os movimentos sindical, sem terra e sem teto foram presos ao se manifestar desde o golpe parlamentar do dia 31 de agosto: prisão de militantes do MST e dos sem teto no Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Pernambuco; prisão do líder do MTST, Guilherme Boulos; invasão da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF). No 29 de novembro de 2016, Brasília tornou-se uma praça de guerra contra os manifestantes contrários à aprovação da “PEC do fim do mundo”, que congela gastos em saúde e educação. Além de inúmeros casos de ação ostensiva da PM contra manifestantes pelo país afora. Recentemente, em Curitiba, apenas ao abrir uma faixa na praça Santos Andrade, militantes da Frente Resistência Democrática foram abordados pela polícia.

    Pedro Carrano
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Pedro Carrano #@titulo@#

Repórter do jornal Brasil de Fato e diretor do Sindicato de Jornalistas do Paraná.

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