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  • 16/06/2016 Fundações

    Educadores sociais reivindicam regulamentação da profissão

    Educadores sociais reivindicam regulamentação da profissão
    Pedro Carrano
    Audiência Pública expõe necessidade de valorização de trabalhador que cuida do ser humano.

    Foram várias frases, ditas por educadores sociais que de fato querem valorização para aquilo que fazem melhor: estar em contato com o ser humano, em situações difíceis:

    “Educação social é a parte social da educação, por tratar da formação das pessoas”, afirma Verônica Mueller, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e presidente dos educadores sociais de Maringá.

    Em pauta na audiência pública de hoje (16), a necessidade de regulamentação da profissão de educador social, e a relação disso com o grau de formação do segmento. O espaço foi organizado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), coordenada pelo deputado Tadeu Veneri.

    Hoje, há uma diversidade grande no perfil do trabalhador nos estados, que vai desde educadores com nível médio de formação até especialistas em diferentes áreas – o que gera diferentes concursos para ingresso no funcionalismo público.

    Com o plenarinho Alep cheio, perto de 150 educadores sociais estavam presentes e se pronunciaram. Eles vieram de Florianópolis, Maringá, Rio de Janeiro e dos diferentes equipamentos da Fundação de Ação Social (FAS) em Curitiba.

    Irene Farias de Lima é uma delas, que realiza cadastramento da terceira idade. Ela lamenta que “vou me aposentar e ainda não vi a regulamentação”. É preciso, na voz dessa mulher, uma valorização devido ao trabalho e ao tempo de estudo:

    “Trabalhamos por amor, às vezes mais de oito horas, mas meu estudo não foi valorizado, o que é frustrante”, lamenta.

    Já Sintia Eugênia Roza Vieira, educadora social há doze anos, opina que este debate é fundamental em Curitiba, capital com grande número de trabalhadores neste segmento.

    Na ótica de Casturina Berquó, servidora pública municipal e diretora do Sismuc, é preciso também valorizar a prática e a experiência acumulada de tantos educadores sociais ao longo dos anos, valorizando também esses saberes.

    Dois projetos tramitam neste momento

    Um deles, (nº 5643/2009) na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) que, desde 2009, sofreu alterações. Outro projeto está no Senado, de autoria de Telmário Mota (PDT) (PLS 328/2015). O ideal dos educadores é conseguir unificar as iniciativas.

    Avaliação da audiência

    Na avaliação do educador social José Pucci Neto, a audiência gerou a mobilização necessária para debater o papel do educador na sociedade, “como defensor de direitos humanos e civis, transformando para o bem comum”, afirma.

    Como apontamento, de acordo com Neto, será montada na Câmara Federal a formação de uma comissão de Educação aberta, chamando entidades representativas de todo o país para debater a possibilidade de cursos superiores, de técnico ou tecnólogo para educador social.

    Pedro Carrano
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