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  • 12/09/2018 Geral

    Justiça proíbe Greca de fechar equipamentos na Assistência Social

    Justiça proíbe Greca de fechar equipamentos na Assistência Social
    Prefeitura apresenta projeto para fechar equipamentos. Foto: Manoel Ramires
    Ministério Público entrou com ação contra medida que prejudica população

    O Juiz de Direito Fábio Ribeiro Brandão, da 1ª Vara de Infância e da Juventude e da Adoção de Curitiba, proibiu o prefeito Rafael Greca (PMN) e a Fundação de Ação Social de fechar sete equipamentos de assistência social conhecidos como CRAS. Em caso de descumprimento, o juiz fixou multa diária pessoal a Greca e, solidariamente, à Presidente da Fundação de Ação Social de Curitiba, Sra. Elenice Malzoni, no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais). A decisão ainda agendou audiência de conciliação para o dia 01 de novembro de 2018, às 14h00.

    Equipamentos que Greca pretende fechar

    Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) Sambaqui (Regional Bairro Novo), Vila Hauer (Regional Boqueirão), Arroio (Regional Cidade Industrial de Curitiba), Jardim Gabineto (Regional Cidade Industrial de Curitiba), Butiatuvinha (Regional Santa Felicidade), Portão (Regional Portão) e Santa Rita (Regional Tatuquara) e as Unidades de Atendimento Autódromo (Regional Cajuru), São J. do Passaúna (Regional Cidade Industrial), Terra Santa (Regional Tatuquara), e São Fernando (Regional Santa Felicidade).
    Ao acolher o pedido realizado pelo Ministério Público do Paraná e entidades que participam do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), o juiz Fábio Ribeiro Brandão, argumentou que “o fechamento de CRAS, sem a devida comprovação da adequação da providência, além de estar em discordância com a manifestação de diversos segmentos da sociedade, ofende sobejamente os direitos de crianças e adolescentes, que gozam de proteção integral e de prioridade absoluta no tocante às políticas públicas, inclusive no que toca à previsão orçamentária, na dicção estatutária e constitucional”.

    A decisão é uma resposta ao protocolo da 1ª Promotoria de Justiça da Criança e do Adolescente de Curitiba do Ministério Público do Paraná (MPPR) ajuizou uma ação civil pública contra a Prefeitura de Curitiba e a Fundação de Ação Social (FAS) para impedir o fechamento de sete Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e quatro Unidades de Atendimento na capital.

    De acordo com a ação, a proposta de “reordenamento de serviços da proteção social básica”, apresentada pelo Município e que resultaria no fechamento dos centros e unidades, ocasionaria prejuízo grave às famílias atendidas pelas regionais onde estão localizados esses equipamentos. Na ação, o Ministério Público do Paraná alega que “a desativação dos referidos equipamentos da assistência social configura afronta ao princípio da continuidade do serviço público e, consequentemente, aos direitos das crianças e adolescentes do Município de Curitiba, representando, assim, grave retrocesso ao processo de consolidação de direitos fundamentais da população mais vulnerável”. O MPPR afirma ainda que não houve “apresentação formal de diagnóstico capaz de justificar as modificações anunciadas e de plano de trabalho que oriente o referido reordenamento”.

    Histórico

    Em 31 de julho, a reunião do CMAS contou com mais de 50 pessoas formadas pela população, servidores, Sismuc, Ministério Público do Paraná, representantes da sociedade civil e da gestão, o Conselho Municipal de Assistência Social discutiu o “reordenamento da rede” que pretende fechar 6 de 45 equipamentos do CRAS - Centros de Referência da Assistência Social. Além desses, serão fechados quatro unidades de atendimento e um Liceu do Ofício. A proposta da gestão foi fortemente criticada, principalmente porque não apresenta impactos financeiros e sociais.

    Um dos questionamentos é que a gestão quer mexer na organização da assistência social sem levar em conta a aprovação do Plano Municipal. A Prefeitura de Curitiba admite que se baseia nos protocolos do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) e do Plano de Governo do prefeito Rafael Greca (PMN).

    Mesmo assim, em 9 de agosto, a gestão de Rafael Greca aprovou o fechamento dos equipamentos. Posição que o juiz diverge. “Reduzir os serviços fornecidos, assim como se absterem de alterá-los e de praticar qualquer outra conduta destinada ao desmantelamento e/ou esvaziamento dos respectivos serviços públicos, no que concerne ao atendimento de crianças e adolescentes e em estrita observância ao cumprimento da proteção de direitos previstas na Lei 8.069/90”, decidiu.

    Manoel Ramires
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