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  • 07/10/2019 Saúde

    Autoritarismo da gestão Greca norteou a Conferência Municipal de Saúde

    Autoritarismo da gestão Greca norteou a Conferência Municipal de Saúde
    Divulgação
    Evento que era para discutir propostas de política pública em saúde foi marcado pela truculência e manipulação de informações
    Desrespeitando as reivindicações da base, tanto de trabalhadores quanto da população em geral, a 14ª Conferência Municipal de Saúde de Curitiba - A atenção à saúde em Curitiba e os desafios para o futuro, aconteceu no último final de semana (5 e 6) e terminou aprovando o que a gestão Greca impôs. Foi esta a avaliação dos trabalhadores da saúde que participaram do que era para ser um momento de construção coletiva das políticas públicas na área de saúde. O encontro foi marcado pela manipulação de informações e apresentação de dados que não condizem com a realidade, mas atendem os interesses da gestão.

    A grande surpresa foi a secretária municipal de saúde, Márcia Huçulak, anunciar na Conferência que está finalizando um plano diretor da atenção primária de saúde de Curitiba, anulando a representatividade da sociedade que esteve na conferência, e nas reuniões locais, quando foram levantados os principais problemas em todos bairros da cidade. A atitude da gestão, que não apresentou o estudo, desqualificou toda a organização popular dos bairros, das conferências locais. A gestão ainda argumentou que as pesquisas de vulnerabilidade dos territórios medido pelo IVAB é o que determinará as diretrizes, conforme a interpretação da gestão, o que acreditamos vai legitimar as arbitrariedades.

    Como membros do Conselho Municipal de Saúde (CMS), que promoveu a Conferência, não têm conhecimento de um plano diretor em desenvolvimento ? Porque não foi respeitada a regra de construção coletiva das políticas como prevê a legislação? Foi mais um ato autoritário e unilateral da gestão do prefeito Rafael Greca, que está trabalhando pelo desmonte dos serviços públicos de saúde. A construção de uma unidade de saúde específica para população indígena, chamada Aldeias Curitibanas, não foi aprovada, apesar da conferência ter sido iniciada com a mesa diretora tirando foto com os índios, bem representativo do que é a gestão Greca propaganda bonita e desmonte de políticas públicas.

    Com poucos representantes, em comparação com as vagas para gestão, os servidores conseguiram aprovar algumas moções e a proposta de ações na área de saúde dos trabalhadores. A contratação precária de servidores por PSS, a implantação ilegal de Organizações Socias para terceirização de mão de obra foram aprovadas, entre outras questões que representam a precarização dos serviços públicos na área.

    A pauta da próxima reunião ordinária do Conselho Municipal de Saúde indica a apresentação do plano diretor da atenção primária de saúde de Curitiba. Vamos acompanhar pois a luta continua! Não podemos aceitar que um plano elaborado em gabinetes, discutidos por vereadores que não vivenciam a realidade da cidade, seja maior do que as propostas discutidas e tiradas nas conferência locais. Seguimos firmes!

    Imprensa SISMUC
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