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  • 24/05/2019 Geral

    Unidades de Saúde terão atendimento estendido com quais equipes?

    Unidades de Saúde terão atendimento estendido com quais equipes?
    Arte: Ctrls
    O SISMUC quer saber como será organizado o atendimento estendido em 44 USs em um quadro com falta de servidores, sobrecarga de trabalho e forte assédio moral

    Diante do quadro insuficiente de servidores para atendimento da população na área de saúde, a notícia sobre a adesão de Curitiba ao Programa Saúde na Hora, do Ministério da Saúde, provocou uma série de questionamentos nos trabalhadores. Quais equipes vão atender no horário estendido? Serão chamados os aprovados em concursos de enfermeiros e técnicos de enfermagem que ainda não foram convocados?

    Serão colocados os futuros servidores do regime PSS para atender? Ou pretende-se remover os servidores estatutários de onde estão lotados hoje para o horário estendido e colocar os PSS no lugar dos servidores? O que nos parece é que a Prefeitura vai colocar os funcionários do PSS nas UPAs e remanejar os profissionais para cobrir o horário estendido nas unidades básicas.

    E os médicos para atender serão com os contratos temporários e precarizados do FEAES e/ou PSS? Os médicos vão ficar? Enfermeiros ? Ou o atendimento vai ficar para os técnicos de enfermagem? Haverá segurança nas USs durante o horário estendido?

    A realidade é de falta de servidores para atender no horário normal das 7h às 17h e como vai ficar no horário estendido? Tem dias que são 12 servidores, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agente administrativo para dar conta do atendimento de uma UPA, que em média faz 450 atendimentos diários.

    Atualmente a Prefeitura já conta com 41 unidades de saúde com horário estendido até às 19h. Com a adesão ao programa federal serão 44 unidades, e que fazem atendimento de saúde familiar (ESF e NASF), programas que estão sendo desmontados pela gestão Greca. Em 2018 foram quatro ESF desmontadas e o atendimento do NASF ampliado sem aumento da equipe e sem espaço físico para realização dos atendimentos.

    Recurso extra

    A ampliação do atendimento é um benefício para toda sociedade, mas a realidade do trabalho e a falta de investimento em material humano e estrutura dos equipamentos torna a iniciativa apenas uma ação para a Prefeitura receber mais dinheiro do Governo Federal, uma vez que a adesão ao programa implica em recursos extras no valor de R$ 22,8 mil para Unidades da Família com carga de 60 horas sem atendimento odontológico, ou R$ 31,7 mil para US com atendimento de saúde bucal no horário estendido.

    Os recursos extras seriam para melhorar os salários dos servidores - que está defasado - e resgatar o plano de carreira congelado? Será para investir na estrutura dos equipamentos? Para aquisição de materiais e insumos de melhor qualidade? Terão agulhas suficientes para aplicação de vacinas?

    Vale ressaltar que serão os servidores que vão fazer o atendimento e seriam os merecedores de reconhecimento pelo serviço prestado. Os futuros servidores PSS, com contrato temporário, terão que passar por treinamentos para assumirem e sabemos que todo novo trabalho é um desafio, ainda mais em um ambiente que vem sendo precarizado e sofrendo forte assédio moral e público da administração municipal.

    É hora dos servidores se unirem na luta por melhores condições de trabalho e paralisarem as atividades nas UPAs e USs no dia 14 de junho, dia de greve nacional da classe trabalhadora. Só a luta dos trabalhadores unidos garante vitórias.

    A greve geral é o momento de mostrarmos a força da união da classe trabalhadora e a insatisfação com o assédio que estamos sofrendo para dar conta do trabalho sem reclamar.

    Não podemos aceitar mais este ataque ardiloso da gestão Greca contra os servidores da saúde.
    Imprensa SISMUC
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