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  • 15/05/2019 Geral

    Semana da Enfermagem: o que temos a comemorar?

    Semana da Enfermagem: o que temos a comemorar?
    Arte: Ctrls
    Tradicional semana dos profissionais de saúde não é de comemoração mas de indignação com os ataques
    Assédio, desrespeito, falta de consideração. É com estes sentimentos que os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem estão celebrando este ano a Semana da Enfermagem. Comemorada entre o dia 12 de maio, dia internacional do Enfermeiro, e 20 de maio, dia do Auxiliar de Enfermagem e do Técnico de Enfermagem, os servidores da saúde de Curitiba estão cada vez mais desmotivados e adoecidos devido a sobrecarga de trabalho e a falta de servidores para completar o quadro funcional.

    Além da dificuldade na estrutura de atendimento, que está no limite, e redução em volume e qualidade do material utilizado nos procedimentos, se soma os ataques do prefeito Rafael Greca e da secretária de saúde, Márcia Huçulak, enfermeira de carreira da Prefeitura de Curitiba.

    Com a frase slogan da secretária – O cuidado que não para! - parece que o cuidado é com os interesses da administração e não da saúde, dos servidores ou dos curitibanos.

    Na última semana, a secretária Márcia Huçulak incitou a população a denunciar os servidores para a chefia das unidades e na ouvidoria da administração, em clara manifestação de assédio moral e perseguição aos servidores.

    Só neste ano o prefeito já questionou a jornada de 30h dos enfermeiros, uma conquista da luta da categoria. O prefeito ainda acusou os servidores de promoverem maus-tratos na população que vai para fila das unidades de saúde durante a madrugada.

    A realidade é que aumentou o número de usuários e diminuiu o número de servidores. Com esta equação de menos cuidado, a população já acostumada a enfrentar dificuldades generalizadas no serviço público, procura se antecipar e chegar nas unidades de saúde antes da abertura, para tentar garantir o atendimento durante o expediente, formando filas que a administração não aceita e está culpando os servidores por isso.

    Ainda na última semana, com o fechamento do atendimento de SUS no hospital Pequeno Príncipe, houve grande procura por atendimento nas UPAs. Foram registradas situações de apenas um auxiliar de enfermagem, em desvio de função, ficar responsável pela pediatria, tendo que lidar com internamento lotado, aplicação de medicamentos, entrega de remédios entre outras tarefas que o aplicativo Saúde Já não faz. Somente três dias após o bloqueio no atendimento do hospital a Prefeitura, por meio do FEAES, convocou 10 médicos pediatras para contratação emergencial. Enquanto isso, foram os enfermeiros, técnicos e até agentes administrativos que atenderam a população nos equipamentos.

    Com a promessa não cumprida de eliminação de filas com o aplicativo Saúde Já, fica mais fácil para a administração promover o assédio moral nos servidores com discurso truculento e mentiroso do que investir em melhor gestão dos recursos humanos capacitados. Com concursos vigentes para enfermeiros e para técnicos de enfermagem, os aprovados não são convocados e a administração trabalha para contratar via Processo Simplificado de Seleção (PSS), com contratos temporários e precarizados, que também não vão resolver o problema de sobrecarga de trabalho.

    A dedicação dos servidores é o que garante o bom atendimento para a população curitibana. É preciso nos unir para barrar o assédio moral e os ataques da gestão.

    Parabéns pela Semana da Enfermagem. Sem os cuidados de vocês os curitibanos estariam em situação mais precária.


    Imprensa SISMUC
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