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  • 08/05/2019 Geral

    Greca e secretária mais uma vez atacam servidores da saúde

    Greca e secretária mais uma vez atacam servidores da saúde
    RPCTV
    Sindicato está estudando as ações possíveis em mais um caso de desrespeito da administração com os servidores da saúde
    É nas costas dos servidores que a administração municipal joga a dificuldade para agendar consultas pelo aplicativo Saúde Já e o problema de filas nas unidades de saúde. Desde o lançamento do aplicativo, os servidores das unidades de saúde sabem que o funcionamento do Saúde Já, que está na quarta versão, não acontece como é mostrado na propaganda da Prefeitura de Curitiba, o que leva a população a enfrentar filas durante a madrugada, situação que a administração Greca diz não ser admissível e está culpando os servidores da saúde por isso.

    O cúmulo da situação aconteceu na quarta-feira, 7 de maio, quando a secretária municipal de saúde, Márcia Huçulak, em nota oficial, compartilhada em rede social pelo prefeito Rafael Greca, diz que pediu para “Procuradoria-Geral do Município que apure a ação da supervisora e da chefe do distrito da Unidade de Saúde do Bairro Novo no processo de marcação de consultas do aplicativo Saúde Já”, como se fosse responsabilidade das servidoras disponibilizar as vagas, e sugerindo que são elas que estão orientando as pessoas a estarem nas filas durante a madrugada, antes do expediente da US que tem início às 7 horas.

    No mesmo dia, em entrevista para a RPC TV, a secretária falou para população denunciar na ouvidoria municipal, ou para as chefias das unidades, os servidores que falarem a verdade para o usuário que fica na fila e não consegue atendimento, ou que tenha tentado agendar pelo aplicativo sem sucesso. Quando não conseguem agendamento prévio, a solução é chegar cedo na US, pois se chegar às 8h não conseguem atendimento no dia. Esta é a realidade dos fatos.

    Não são os servidores que impõem maus tratos aos cidadãos, como disse o prefeito em sua rede social, e sim a falta de visão da realidade, e de investimentos na ampliação da rede de atendimento. É isso que está penalizando a população. Curitiba cresceu em tamanho e em arrecadação de recursos, mas os investimentos não estão atendendo as necessidades da cidade.

    Aplicativo não resolve a falta de servidores

    O problema que a gestão não quer ver é que as pessoas procuram atendimento cedo porque têm horário para trabalhar, sabem que há um número limitado para consulta médica que é fornecido diariamente e o aplicativo não consegue atender as necessidades da população. Se soma ainda a falta de servidores nas unidades, a sobrecarga de trabalho, e a falta de planejamento para atender a crescente demanda.

    O número previsto no quadro de servidores não é suficiente para atender a população, faltam médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes administrativos, entre outros, situação que o aplicativo Saúde Já não resolve.

    Há necessidade de repor os servidores que se aposentam ou saem de licença. A Prefeitura precisa ampliar a rede de atendimento, que já está defasada. Conforme a própria secretária disse na entrevista, neste ano saíram 150 médicos da rede municipal e só entraram 55, além de que há previsão de umas 800 aposentadorias na saúde, em função do direito adquirido e da ameaça da proposta de Reforma da Previdência que corta direitos. Como terão vagas para atendimento se o número de servidores tem sido reduzido? Porque o Saúde Já não disponibiliza datas e horários para agendamento?

    É este o ambiente de trabalho dos servidores públicos municipais de Curitiba, sofrendo pressão de responder processo na PGM por estarem fazendo a coisa certa, com tratamento da gestão bem diferente do que é vendido na propaganda do prefeito Greca.

    Servidores da Saúde merecem respeito e valorização! Chega de assédio moral e inverdades no discurso.

    Imprensa SISMUC
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