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  • 05/12/2017 Saúde

    Curitiba zera transmissão de HIV de mãe para criança

    Curitiba zera transmissão de HIV de mãe para criança
    AEN/PR
    Brasil reduziu mortalidade por Aids no governo Dilma
    Dezembro se tornou o mês da prevenção nacional contra o vírus HIV. Neste mês, governos e entidades reforçam campanhas de conscientização e prevenção a AIDS. O Brasil já possui números para comemorar. De acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o Brasil conseguiu reduzir as mortalidades a partir da política “Tratamento para todos”, criado no governo de Dilma Rousseff (PT). Outro dado positivo foi conquistado em Curitiba (PR). A cidade conseguiu certificado do Ministério da Saúde por eliminar a transmissão do vírus do HIV das mães para os bebês. Para conquistar o certificado, a cidade atestou ao ministério que cumpriu os indicadores e metas de 2014 a 2016, no governo de Gustavo Fruet (PDT).

    Curitiba é a primeira cidade brasileira a eliminar a transmissão do HIV de mãe para bebê. O título foi confirmado em 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra o HIV/Aids. Os dados foram conquistados no governo de Gustavo Fruet (PDT). A cidade apresentou os números dos últimos três anos (2014, 2015 e 2016) para confirmar a erradicação da transmissão. Um dos critérios “é a manutenção da taxa de transmissão de mãe para filho para cada mil nascidos vivos inferior a 0,3. Desde 2014, a cidade teve apenas um caso de bebê contaminado com o vírus e ele está sendo acompanhado pelo município. Assim, em 2014, a taxa foi 0. No ano de 2015 foi 0,04. Em 2016 foi 0”, explica a Prefeitura de Curitiba.

    Curitiba também atendeu ao quesito de ter a proporção de crianças infectadas pelo HIV entre as crianças expostas ao vírus, acompanhadas na rede laboratorial do SUS, inferior a 2% nos últimos três anos. “Em 2014, a taxa foi 0. Em 2015, com apenas um caso, a taxa foi 1,2%. E, em 2016, a taxa foi 0. O município precisou comprovar, ainda, que possui uma linha de cuidado e monitoramento às gestantes, para diagnóstico, tratamento e prevenção do contágio do bebê”, enumera o governo municipal.

    Mortes reduzem no governo de Dilma
    O Boletim Epidemiológico divulgado no último dia 4 de dezembro traz a redução das mortalidades no período de 2014 para 2015. Segundo os dados, com o “início da política de tratamento para todos, observou-se uma redução de 7,2% na taxa de mortalidade padronizada, que passou de 5,7 para 5,3/100.000 habitantes”.

    O investimento federal no combate à epidemia de aids e para as demais doenças sexualmente transmissíveis chegou a R$ 1,2 bilhão em 2013, no primeiro mandato de Dilma Rousseff. Deste valor, cerca de R$ 770 milhões foram utilizados para custear a oferta dos medicamentos. “Há 10 anos, a verba era quase metade disso: R$ 689 milhões, dos quais R$ 551 milhões destinados ao tratamento”, aponta o Ministério da Saúde.
    No período de 2006 para 2016, verificou-se uma queda no coeficiente de mortalidade padronizado para o Brasil, que passou de 5,9 para 5,2 óbitos por 100 mil habitantes, o que corresponde a uma queda de 11,9%. O mesmo comportamento foi observado no período de 2015 para 2016 nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, que apresentaram 3,8%, e 5,6% e 4,3% de queda, respectivamente.

    Aids entre os jovens
    Embora ocorram campanhas de consciencização, os jovens têm contraído o vírus nos últimos dez anos, principalmente por causa de relações sexuais desprotegidas. Os estados com maiores índices são o Rio Grande do Sul e Amapá. “A principal via de transmissão em indivíduos com 13 anos ou mais de idade em 2016 foi a sexual, tanto em homens (95,8%) quanto em mulheres (97,1%). Entre os homens, observou-se o predomínio da categoria de exposição heterossexual. Porém, há uma tendência de aumento na proporção de casos entre homossexuais e bissexuais nos últimos dez anos, que passou de 35,6% em 2006 para 47,3% em 2016: um incremento de 32,9%”, aponta o boletim.
    Manoel Ramires
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