Notícias

Imprimir
  • 26/10/2017 Educação

    Na Câmara de Educação Infantil do CME, gestão reforça criação de cargo de auxiliar de educação

    Na Câmara de Educação Infantil do CME, gestão reforça criação de cargo de auxiliar de educação
    Repórter da base. Apresentação de Power Point feita em reunião da Câmara de Educação Infantil
    Prefeitura apresenta proposta já criticada que altera o dimensionamento e diminui número de professores em vista da demanda de crianças

    Em reunião da Câmara de Educação Infantil, realizada hoje (26), surgiram duas propostas em relação ao dimensionamento nos cmeis e a prefeitura reforçou a ideia de diminuir ou substituir o número de professores de educação infantil nas salas.

    A Câmara de Educação Infantil é o espaço em que se discute os assuntos da educação infantil e se prepara os temas que vão para deliberação no pleno do Conselho Municipal de Educação (CME).

    Participaram da reunião os representantes dos segmentos dos sindicatos, dos trabalhadores e patronal: Sismuc, Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná (Sinepe) e contratadas e representantes do poder executivo.

    A prefeitura confirmou a possibilidade de mudança no dimensionamento. De acordo com nova proposta, apresentada pela secretária municipal de educação, Maria Silvia Bacila, a alteração aconteceria na deliberação número 02/2012 do Conselho Municipal de Educação. A proposta foi acatada pelo segmento das contratadas. 

    Entre os principais pontos, está o aumento do número de crianças por profissional, denunciado anteriormente pela imprensa do Sismuc, em jornal Curitiba de Verdade de denúncia.

    Cargo de auxiliar de educação infantil

    A principal crítica do sindicato durante a reunião é a proposta de criação do cargo chamado de auxiliar na educação infantil, que, de acordo com Maria Santos, da coordenação do Sismuc, seria o cargo “com formação de nível médio, não precisando ter formação específica, que vem para substituir o professor”.

    Os risco dessa medida, criticada pelos servidores, é que esse cargo não exige formação pedagógica e nem deve ficar sozinho em sala de aula com as crianças, o que “é uma sobrecarga para o servidor e inclusive vai contra a LDB, que diz que é preciso ter o magistério, no mínimo. É contra também o Plano de Educação – municipal, estadual e nacional de educação”, critica Marina Alzão Felisberto, uma das representantes do sindicato no espaço.

    Tal proposta surgiu da secretaria e esta teve quatro votos a um. A posição do sindicato foi contrária, apontando que isso infringe a legislação e que “nós precisamos pensar enquanto sistema de ensino para as crianças e não enquanto uma gestão. E que a conta não pode recair sobre os servidores, novamente”, complementa Marina. Confira a proposta do sindicato no quadro abaixo.

    Proposta da Prefeitura, defesa do Sismuc e atual Plano Municipal

    Sinalização da prefeitura

    Criança 0 a 1 ano -1 profissional a cada 6 crianças, com no máximo 18 crianças
    1 a 2 anos – 1 profissional a cada 8 crianças, com no máximo 24
    2 a 3 anos – 1 profissional a cada 10 crianças, com no máximo 30
    3 a 4 anos – 1 profissional a cada 15 crianças, com no máximo 30
    4 e 5 anos – 1 profissional a cada 25, com no máximo 35

    Proposta do Sismuc

    0 a 2 anos – 1 professor a cada 5 crianças, com no máximo 15
    2 a 3 anos – 1 professor a cada 8 crianças, com no máximo 24
    3 a 4 anos – 1 professor a cada 10 crianças, com no máximo 30
    4 a 5 anos – 1 professor a cada 15 crianças, com no máximo 30
    5 anos – 1 professor a cada 20 crianças, com no máximo 32

    O que diz o Plano Municipal de Educação (PME)*

    0 a 1 ano – 1 professor a cada 5 crianças,
    1 a 2 anos – 1 professor a cada 5 crianças,
    2 a 3 anos – 1 professor a cada 8 crianças,
    3 a 4 anos - 1 professor a cada 10 crianças,
    4 a 5 anos - 1 professor a cada 15 crianças,

    *Número muitas vezes desrespeitado pela prefeitura

    O trâmite dessa proposta será apresentado no próximo pleno do Conselho Municipal de Educação (CME), que será nos dias 7 e 8 de novembro, com representação do Sismuc.

    Mobilização permanente

    Até lá, professores de educação infantil estão em processo de mobilização permanente. Ontem, dia 25, em assembleia na sede do Sismuc, os professores da educação infantil definiram propostas de mobilização contra a proposta oficial de dimensionamento das turmas.

    A proposta da categoria, de acordo com matéria da imprensa do Sismuc, é fazer panfletagem nos 206 cmeis, envolver a comunidade escolar no debate sobre o tema, dialogar com o Ministério Público do Paraná e vereadores sobre a realização de audiência pública.

    Pedro Carrano, com informações de Imprensa do Sismuc
Voltar para o Índice

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
Rua Monsenhor Celso, 225, 9º andar. Conjunto 901/902 - Centro. Curitiba- PR. Cep: 80010-150     Fone/Fax: (41) 3322-2475     E-mail: sismuc@sismuc.org.br

DOHMS