Sua busca será em:
- Notícias
- Artigos de Opiniões
- Na Pauta
- Vídeos
- Galeria de Fotos

Notícias

Imprimir
  • 09/10/2017 Educação

    Parcerias com movimentos sociais é fundamental para enfrentar retrocessos

    Parcerias com movimentos sociais é fundamental para enfrentar retrocessos
    Movimentos apontam retrocessos. Foto: Manoel Ramires
    Em ciranda no Sismuc, lideranças apontam perdas de direitos nos últimos anos

    Cada dia que passa, os brasileiros se dão conta que a agenda liberal adotada nos governos federal, estadual e municipal faz apertos apenas nos trabalhadores enquanto mantém regalias dos mais ricos. De um lado, se congela salários, carreiras, programas sociais e se faz cortes em áreas voltadas para a população. De outro, os juros seguem altos, os governos perdoam sonegadores e ainda mantém isenções. O resultado disso tudo é o enfraquecimento das lutas sociais. Em ciranda do Sismuc, atores de diversas áreas apontaram os retrocessos e a necessidade de aumentar as parcerias para enfrentar a agenda conservadora.

    A mudança de rumo foi tema do professor Paixão, liderança do movimento negro. Ele destacou que a intolerância tem se tornado uma marca no Brasil e os movimentos sociais têm sentido isso na pele.“Em pleno século XXI, estamos vivendo um momento bem difícil com tanto ódio nas redes sociais”. Paixão afirmou que em Curitiba a situação se agrava uma vez que os três governos federal, estadual e municipal têm o objetivo de agradar o mercado e atender sua agenda, dando as costas para o povo.

    É necessária uma luta constante contra aqueles que tomaram o poder para impor uma agenda sem povo e a favor do mercado apenas

    Casturina Berquó Movimentos Sociais Sismuc
    O líder, por outro lado, aponta uma estratégia. Para ele, uma das formas de enfrentar esses recuos é que os sindicatos incorporem as lutas dos movimentos sociais. Segundo paixão, não é mais possível que as entidades se restrinjam a sua pauta específica. "É recente essa visão de que é necessário fazer a luta de classes aliando a pautas específicas. Não é possível falar de exploração sem citar a escravidão", compara.

    Pensamento semelhante de Casturina Berquó, que coordena a pasta de movimentos sociais do Sismuc. “Para onde a gente olha vê um direito sendo tirado. Se a gente ficar isolado apenas em nossas pautas e não somarmos forças, vamos perder todos. É necessária uma luta constante contra aqueles que tomaram o poder para impor uma agenda sem povo e a favor do mercado apenas”, direciona.

    Vítimas do momento

    A comunidade LGBTI é uma das principais vítimas da onda liberal conservadora brasileira. Márcio Marins, líder do Dom da Terra Afro LGBT, conta que a comunidade LGBTI é extremamente perseguida. “Somos considerados pecadores, criminosos e, posteriormente, doentes”.

    Márcio também destacou a recente decisão que permite tratar homossexuais com problemas psicológicos. Para ele, está po trás disso um grande lobby para de comunidades terapêuticas em busca de grandes emendas parlamentares.“Funcionam como verdadeiros campos de concentração religiosos”, destaca. Os retrocessos políticos também foram destaque na fala de Marinse é um dos temas abordados na revista Ágora de outubro.

    Juventude

    Já Juliana Mildemberg abordou a relação dos sindicatos com a juventude. Ela relata que o governo golpista deu as costas para a juventude. As conferências não tem sido realizadas e as políticas não estão sendo desenvolvidas. Mesmo assim, o distanciamento entre jovens e entidades têm enfraquecido a luta. “Há uma lacuna entre o movimento estudantil e o sindical. Me parece que os jovens, depois que entram no mercado de trabalho, não segue na luta”.

    Juliana, que é professora de educação infantil e também estudante, vê a necessidade de aproximação entre os públicos."47% dos servidores da Prefeitura de Curitiba é formado por jovens entre 18 e 35 anos. Isso em 2015. Mas essa percentagem está distante dos sindicatos",avalia.

    Todos juntos

    A retomada e o fortalecimento dessa aliança foi tema deGuilherme Daldin, que milita na cultura. Ele comentaa importância dos movimentos que militam em pautas específicas irem associando as lutas as necessidades de outros grupos. Na época da ocupação do Iphan, o Sismuc foi um dos primeiros sindicatos a apoiarem o movimento. Em contrapartida, a cultura participou da greve oferecendo seus instrumentos que é a arte.

    “Por muito tempo, a cultura se organizou em torno de editais. Mas quando fizemos a ocupação doIphan, não era apenas a luta contra o fim do Ministério daCultura. Por trás havia uma tática. Era a demonstração de resistência ao golpe”, amplifica o debate.

    O Sismuc tem buscado fazer essas conexões entre a pauta dos servidores e os movimentos sociais. Um desses casos é a coordenação de mulheres que tem coluna fixa na Ágora e diversos eventos. De acordo com Maria Aparecida Martins Santos, as mulheres são maiorias na sociedade e no serviço público, mas não ocupam postos de comando. Ainda mais depois do golpe. O governo de Temer exclui elas dos postos de comando e em Curitiba, elas não são nem 50% dos secretários. “Somos muitas, mas temos poucos direitos”.

    Manoel Ramires
Voltar para o Índice

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
Rua Monsenhor Celso, 225, 9º andar. Conjunto 901/902 - Centro. Curitiba- PR. Cep: 80010-150     Fone/Fax: (41) 3322-2475     E-mail: sismuc@sismuc.org.br

DOHMS