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  • 01/12/2016 Geral

    Plano de carreira dos professores completa dois anos de sua votação

    Plano de carreira dos professores completa dois anos de sua votação
    Professoras comemoram Plano de Carriera/Chico Camargo CMC
    Categoria teve reconhecimento profissional e nos vencimentos

    Há dois anos era aprovado, na Câmara Municipal de Curitiba, o Plano de Carreira da Educação. A lei foi sancionada pelo prefeito Gustavo Fruet em 22 de dezembro de 2014. O projeto aprovado era reflexo de uma luta intensa e histórica pela valorização da Educação Infantil. Na visão do Sismuc, resultado direto das greves de 2013 e 2014. A lei previa a mudança do cargo de educador para professor de educação infantil. Além disso, avanços importantes na carreira ocorriam como a diminuição de tempo para crescimentos na Prefeitura de Curitiba, além de valorização salarial.

    Educação ainda tem demandas

    O Plano de Carreira novo não conseguiu conter todas as demandas da educação. Uma delas é a eleição para direção de cmei. Embora acordado e após diversas reuniões com a gestão, a Prefeitura não encaminhou o projeto de lei à Câmara Municipal ainda em 2015. O governo Fruet termina deixando para trás essa pendência.
    Outras pautas também não progrediram como a hora atividade de 33%, profissionais suficientes e condições de trabalho, como contou a professora Ana Paula Barroso à Ágora: “A ausência da hora atividade se dá pela falta de profissionais nas unidades, afastamentos longos, laudos restritivos e definitivos. O problema é que os profissionais que trabalham diariamente estão ficando doentes também pela exaustão, por se sobrecarregar. Cada vez menos temos profissionais sadios nas unidades, com isso a hora atividade semanal se torna um sonho de consumo da categoria e pelo que conversamos com outras professoras isso é um problema geral e não apenas de algumas unidades”.

    À época, a conquista foi reconhecida pelas futuras professoras de educação infantil. Solange Lipenski lembrou no dia que o segmento sempre buscou valorização. "Essa conquista só saiu com a nossa união. Quando levamos a luta para a rua é que começamos a ter reconhecimento", conta. Ela atuava no Cmei Bracatinga, na Regional Boa Vista, e participa do movimento desde que entrou no serviço público no início dos anos 90. É como pensa outra educadora do Bracatinga, a coordenadora do Sismuc Adriana Claudia Kalckmann: "Hoje somos reconhecidos por direito o que sempre fomos de fato professores e o Plano de Carreira é uma conquista construída com a base. Todas as nossas conquistas foram arrancadas da gestão nas ruas", enfatizou em 2014.

    Já a sanção da lei ocorreu no dia 22 de dezembro de 2014. Entre as maiores conquistas, se destacava nesse dia, o direito à aposentadoria especial aos 25 anos de serviço, o acesso do profissional a mais cursos, e uma gestão mais democrática com a eleição de diretores nos cmeis. Em resumo, trata-se de uma mudança estrutural na carreira.

    No entanto, no rastro dessas conquistas, professores e professoras da Educação Infantil apontaram questões ainda ausentes a partir da pauta do segmento, caso da redução da jornada de trabalho e da equiparação salarial.

    Durante coletivo da educação no dia 11 de dezembro, as futuras professoras sugeriram melhorias para o local de trabalho e também para a carreira. Por exemplo, exigiram uma política de cotas para esses profissionais de Educação Infantil no mestrado profissional em Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

    Formação

    O que de fato aconteceu foi a possibilidade de professoras de educação infantil cursarem pedagogia à distância, em uma parceria com a UFPR. No dia 21 de outubro de 2016, a universidade divulgou a lista dos 120 aprovados no vestibular de pedagogia da instituição. Mais da metade das vestibulandas que participaram de cursinho preparatório realizado no Sismuc foram aprovados. Pelo menos 39 pessoas participaram com frequência da preparação.

    Melhorou a carreira

    Os resultados dos avanços no Plano de Carreira também foram registrados na revista Ágora 8,de julho de 2016. A reportagem “Plano de Carreira trouxe benefícios aos municipais” destacava que antes da lei, a readaptação dentro de um centro municipal de educação infantil (cmei) transformava o educador em agente administrativo. Com o novo plano de carreira para professores de educação infantil, o cargo assumido é de apoio pedagógico. E essa diferença é fundamental para os rumos financeiros dos servidores.

    Carla Dinahel Costa foi uma das beneficiadas pelo novo Plano de Carreira e pela adaptação para o cargo de apoio pedagógico. Há 19 anos na rede e há dez anos no Cmei Cachimba, ela mudou de função por causa de problemas de saúde. Carla comemora a mudança e principalmente a orientação que teve para “esperar por um mês” em 2014, ano de aprovação do novo Plano de Carreira, para trocar de função. Essa alteração fez com que ela conseguisse aumento salarial acima de 40%. Ela conquistou, com a luta dos servidores e do Sismuc, aumento de R$ 1098,05.

    Edição Manoel Ramires
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