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  • 29/11/2018 Educação

    50 minutos pela educação infantil de Curitiba

    50 minutos pela educação infantil de Curitiba
    Fotos: Repórter da Base
    Servidores denunciam o processo de desmonte da educação pública colocado pela prefeitura.

    Foi realizada na quinta-feira (29) uma paralisação de 50 minutos com panfletagem para a comunidade, nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) em defesa de melhores condições de trabalho. Os ataques colocados ao serviço público pela gestão Greca são muitos e nas últimas semanas a prefeitura tem anunciado uma série de medidas aos CMEIs de Curitiba.

    A prefeitura anunciou no início de novembro o fechamento das turmas de Pré em período integral e o remanejamento dos professores de educação infantil em seis CMEIs. Essa decisão foi tomada de forma unilateral e sem diálogo com a categoria, marca registrada da gestão Greca.

    Precarização das condições de trabalho

    As condições de trabalho dentro dos CMEIs são muito precárias. Em muitas unidades a prefeitura não cumpre a liberação 02/2012 do Conselho Municipal de Educação, que prevê um número de crianças por professor em sala de aula. Outra regulamentação descumprida em vários locais é a resolução SESA 162/05, que prevê o número de crianças de acordo com a metragem da sala.

    A falta de profissionais tem provocado sobrecarga e adoecimento nos professores de educação infantil. O quadro de profissionais está defasado há muitos anos, e o processo de terceirização parece ser o grande plano da gestão para cobrir estes buracos através do Processo Seletivo Simplificado (PSS), abrindo possibilidade para que não existam mais concursos públicos e afetando diretamente o Instituto de Previdência dos Servidores de Curitiba (IPMC), reduzindo seu financiamento.

    A falta de profissionais também faz com que os professores muitas vezes não consigam realizar permanência, prática fundamental para o planejamento das aulas, além de não conseguirem usufruir de sua licença-prêmio. A educação, pelo que demonstra a gestão, não é uma prioridade de Greca.

    A luta não para!

    Mobilizados, os servidores conseguiram conversar com a comunidade, alertando sobre o processo de desmonte da educação pública. Somente a organização e mobilização dos trabalhadores poderá alterar o cenário colocado. Vale lembrar que ainda serão discutidas na Câmara nos próximos dias a retirada do direito à licença-prêmio e a proposta de ampliação a contratação por meio do PSS. Nossa mobilização não pode parar!


    Imprensa SISMUC
    Paralisação de 50 minutos nos CMEIs
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