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  • 19/09/2017 Geral

    Prefeitura de Curitiba cria fundo de pensão terceirizado

    Prefeitura de Curitiba cria fundo de pensão terceirizado
    Manoel Ramires
    Recursos de aposentadoria arrecadou via CuritibaPrev poderão ser utilizados em especulação financeira
    Os vereadores de Curitiba aprovaram (23 a 7), em primeiro turno, a criação do CuritibaPrev, que terceiriza a previdência de servidores municipais e ainda permite que vereadores, cargos comissionados e demais interessados possam participar do fundo. O fundo é criticado pelos servidores municipais porque, de cara, necessita de R$ 6 milhões dos cofres públicos para começar a funcionar. Além disso, é criticada a falta de paridade no conselho gestor e a possibilidade de que recursos sejam utilizados no mercado para fazer especulação financeira.

    Contrária ao projeto, a vereadora professora Josete (PT) registrou que a iniciativa mexe profundamente com a carreira dos servidores municipais. Para ela, no entanto, não houve discussão com os sindicatos sobre o tema. O projeto chegou à casa antes de ser discutido com as entidades, "jogando a bomba" para os vereadores. “O que tem acontecido é má aplicação do dinheiro público que termina aumentando a contribuição dos servidores. Agora, adoram um modelo que tem tido problemas em todo país”, alertou. Josete também criticou a falta de paridade no Conselho do CuritibaPrev e do Instituto de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC), o que prejudica os servidores em muitas vezes. “Um presidente investiu R$ 22 milhões em papéis podres e o dinheiro foi perdido”, recordou.

    A oposição ainda criticou a ampla abrangência do fundo. Qualquer município ou estado poderá participar do CuritibaPrev. Para o vereador Goura (PDT), o projeto trata da adesão facultativa para os atuais servidores. No entanto, os próximos servidores contratados terão adesão compulsória. A medida pode enfraquecer o IPMC.

    Por outro lado, o líder do governo, Pier Petruziello (PTB) não acredita nessa precarização. “A prefeitura não está fazendo nada para prejudicar servidores. Nós precisamos salvar a aposentadoria daqueles que querem se aposentar. Atualmente, da maneira que está, com muita gente saindo e pouca entrando, o IPMC não aguenta”, compara. Pier também disse que o IPMC não deve acabar. “Ele tem que começar a se regular. Da forma como ele está, uma hora vai quebrar. O que precisamos é dar essa garantia.

    Sem debate
    Os sindicatos criticam a forma como o projeto foi encaminhado à Câmara Municipal. Eles só tomaram conhecimento do texto no mesmo dia em que foi protocolado no legislativo. Em 18 de abril de 2017, o presidente do IPMC, Luiz Costa Taborda Rauen, afirmou que não haveria debate com o executivo: “Nós não sentamos para discutir o projeto. Nós sentamos apenas para apresentar. O debate deve ser feito na Câmara”, definiu.

    Para a servidora da educação Cristiane Cardoso, quem está pagando a conta são os servidores e a população. “Eles querem nos enfraquecer dando a possibilidade de que terceiros administrem nossa previdência. A gente imagina que pode ocorrer desvios e a gente corre o risco de perder recursos da nossa aposentadoria”, previne.
    Manoel Ramires
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Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
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