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  • 08/11/2018 Geral

    Servidores aprovam paralisação contra ampliação do pacotaço

    Servidores aprovam paralisação contra ampliação do pacotaço
    Foto: Repórter da base
    Após avalanche de ataques, servidores se reúnem e preparam mobilizações

    O conjunto dos servidores municipais de Curitiba vão realizar uma paralisação contra a ampliação do pacotaço do Prefeito Rafael Greca. A ação foi aprovada na assembleia unificada, que aconteceu nesta quinta-feira (8).

    A mobilização será contra a proposta da gestão de impor contratação via Processo Seletivo Simplificado (PSS) e o fechamento de equipamentos públicos, como UPAs, CRAS e turmas em CMEIS. A paralisação ocorrerá no dia da votação do novo pacotaço, que será marcada em breve. Os servidores municipais farão pressão na Câmara Municipal para barrar o desmonte do serviço público!

    Na última quarta-feira (7) houve mais uma reunião com a Prefeitura e, durante a assembleia, foi feito um repasse da mesa de negociação. A gestão Greca mostra mais uma vez que é intransigente e não tem compromisso com a valorização dos servidores da rede municipal. Em relação à data-base, a desculpa da administração é que o município só teria capacidade financeira para dar 3% de reajuste. O funcionalismo público sabe que isso faz parte de um jogo político que dá privilégios aos grandes empresários.

    Já o PSS, projeto da Prefeitura que amplifica a terceirização, também foi debatido. O contrato temporário abre a possibilidade para que não exista mais concursos públicos, e para economizar às custas da precarização. Vale lembrar também que essa medida afeta o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC), pois reduz o financiamento.

    Outros ataques também foram debatidos com os servidores, entre eles, vários relacionados a educação pública.

    Fechamento de CMEIS

    A administração quer fechar a pré-escola integral em cinco CMEIs do município: Lala Schneider, Cinderela, Jardim Saturno, Vila Macedo e Vila Verde. A desculpa para o fechamento é que a preferência pelo meio período foi dos pais. No entanto, a pesquisa realizada pela Prefeitura foi claramente induzida e não houve opção pelo período integral no questionário enviado por meio das agendas dos alunos. Além do fechamento do ensino integral, esta modificação causaria o remanejamento das professoras de educação infantil nestes CMEIs e também no CMEI Nice Braga. Essa medida demonstra a falta de compromisso com a qualidade da educação infantil, pois promovem um impacto pedagógico e avança no desmonte da educação infantil.

    As comunidades escolares das unidades já estão unidas para barrar esse ataque. Durante a semana aconteceram panfletagens e atos em frente aos CMEIs. Essa mobilização deve continuar e para intensificá-la, foi apresentado um abaixo-assinado durante a assembleia em defesa da educação infantil.

    Turmas do 6 ao 9

    Além dos ataques aos CMEIS, a Prefeitura também quer fechar turmas de 6º ano na rede municipal de Curitiba. De acordo com um levantamento nas escolas feito pela direção do SISMMAC, a administração municipal pretende fechar cerca de 20 turmas de 6º ao 9º ano. Se a Prefeitura continuar com essa estratégia de sucateamento, essas turmas não vão mais existir na rede.

    A direção do Sindicato convocou uma reunião com os professores de Docência 2 na próxima segunda-feira (12), às 18h30 na sede do SISMMAC para discutir estratégias para defender as escolas que atendem as séries finais do ensino fundamental em Curitiba.

    Conjuntura nacional

    Tudo isso faz parte de uma avalanche de ataques promovida pela Prefeitura. Também estamos diante de um cenário político nacional preocupante. Medidas como Reforma da Previdência, cortes de verbas em serviços como saúde e educação e fechamento do Ministério do Trabalho já foram anunciados pelo novo presidente eleito. Mais do que nunca é hora de nos unirmos contra a retirada de direitos historicamente conquistados pela luta dos trabalhadores.

    Por isso, a assembleia unificada também aprovou uma proposta de construir uma mobilização contra a Reforma da Previdência. Precisamos ficar em estado de alerta e acompanhar o processo de votação desse grave ataque.

    Imprensa SISMUC e SISMMAC
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