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  • 23/07/2018 Geral

    Em audiências públicas, população é contrária a fechamento dos CRAS

    Em audiências públicas, população é contrária a fechamento dos CRAS
    repórter da base / Audiência pública no CRAS Tatuquara
    Servidores criticam falta de divulgação de audiências sobre fechamento dos CRAS

    Conselheiros da sociedade civil, servidores e entidades preocupadas com os rumos da Fundação de Ação Social (FAS) mobilizaram-se contra o fechamento de sete equipamentos dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), situação impedida na reunião do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) ocorrida no dia 3 de julho.

    A partir de manifestações de servidores, comunidade, Sismuc e Ministério Público do Paraná, a gestão retirou o projeto da pauta e se viu obrigada a realizar audiências públicas com a comunidade, bem como comunicou que, no dia 31 de julho, o reapresentaria após cumprir as recomendações. A entidade deveria fundamentar a proposta do reordenamento. 

    Debates então ocorreram nos dias 19 e 20 de julho (quinta e sexta), em oito regionais. O Ministério Público acompanhou todas as reuniões. O Sismuc, associações de moradores, conselheiros tutelares também acompanharam.

    A assistente social Valdevânia de Assis, representando o sindicato no Conselho, participou das oito audiências e critica a pouca participação da comunidade em regionais como a de Santa Felicidade, isso porque a prefeitura divulgou as audiências em cima da hora. “Queríamos que tivesse sido feito com mais tempo. Duas reuniões por período impediu a participação integral nas reuniões, pra quem desejava acompanhar todas.”, afirma Valdevânia.

    Na visão dela, assim mesmo, na maioria dos locais a comunidade local se colocou contrária ao reordenamento e possível transferência do CRAS – à exceção se deu no debate no Boa Vista, onde não está previsto fechamento de equipamento e sim transferência para o território de maior vulnerabilidade.

    “Na Boa Vista, um consenso de que lá agora é melhor para a regional mudar de local para local de maior vulnerabilidade. Nas demais, as pessoas não estão completamente certas de qual é o objetivo, de por que – transferir unidade para outro local”, afirma.

    Valdevânia conta que uma questão pontuada pela administração, como justificar o fechamento do CRAS, foi a atual “Falta de equipe e falta de contratação de pessoal, de concurso público e falta e para fazer equipe completa dentro de um equipamento. Se está faltando, é responsabilidade da prefeitura fazer concursos e aumentar o quadro de trabalhadores”, diz.

    Encaminhamentos

    Haverá ata da gestão do resultado dos debates de audiência. 

    A Comissão de Políticas do CMAS deve observar se o resultado das audiências contempla o que foi apresentado, para o projeto ser votado no dia 31 de julho. 

    O sindicato convoca a população para estar presente na reunião do dia 31 para acompanhar a reapresentação do projeto e conferir se as considerações da comunidade estão no novo projeto. 

    Atualmente Curitiba conta com 45 CRAS que proporcionam serviços de proteção social básica destinados à população em situação de vulnerabilidade social.

    Pedro Carrano
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