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  • 05/05/2018 Geral

    Curitiba é capital da democracia e resistência, diz coordenadora do Sismuc

    Curitiba é capital da democracia e resistência, diz coordenadora do Sismuc
    Andréa Rosendo
    Ato da Campanha de Lutas de 2018 junto à população demonstra que sociedade não aceita autoritarismo de Greca
    O Sismuc realizou na manhã deste sábado(5) mais uma ato que integra a Campanha de Lutas de 2018. Alusiva ao Dia do trabalhador, a atividade realizada na rua XV de Novembro,centro de Curitiba, promoveu o diálogo com população, ocasião em que os servidores puderam mostrar o que está por trás do projeto político do prefeito Rafael Greca. Além de panfletagem com esclarecimentos à população e caminhada pela rua XV, os servidores denunciaram o descaso com o funcionalismo e o serviço público e a´revolta da população curitibana em relação ao autoritarismo da gestão.

    O Sismuc levou as formigas para o centro da cidade para mostrar que a união do trabalhador é fundamental para a garantia de direitos. Neste contexto em que os ataques e retiradas de direitos são impostos pelos três entes federais – município, estado e governo federal - é necessário que a sociedade seja informada sobre as ações da prefeitura que caminham para esse sentido. Em Curitiba, Silvana Rego, servidora da secretaria municipal da saúde e participante do ato do Sismuc, destaca que a população está sendo sacrificada no governo Rafael Greca.

    “As formigas representam a unidade. Quando o formigueiro é atacado todas elas se unem; elas trabalham em conjunto. Deste modo lúdico, estamos informando a população que o pacotaço de Greca prejudicou os servidores municipais e a população de Curitiba. É na conta do povo que foi colocado o aumento de IPTU e o ITBI, a cobrança da taxa de lixo, fechamento e sucateamento de serviços. É importante a população tenha conhecimento que a gestão Greca governa para o empresariado, prejudicando a população que mais precisa dos serviços públicos”, aponta.

    Rafael Greca não representa os servidores

    A perda de direitos é realidade para os servidores públicos desde o primeiro dia da gestão Greca. O funcionalismo público municipal vem sofrendo no bolso os ataques aos seus direitos. Depois da aprovação do pacotaço de Greca, o congelamento salarial dos trabalhadores já chega a 25 meses sem reajuste. Além das perdas estimadas em 9,3% nos salários, os servidores lutam pelo auxílio transporte em pecúnia, mesmo em tratamento de saúde, descongelamento dos planos de carreira e ampliação para servidores que não foram incorporados aos planos do magistério, professor infantil e guarda municipal e pela a revogação da lei do pacotaço.

    “Estamos aqui denunciando os desmandos do governo. Nós, servidores públicos municipais,estamos sendo desvalorizados nesta gestão; não tivemos aumento de salários e nem recebemos o reajuste da inflação, como é garantido por lei. Os equipamentos do serviço público estão em condições precárias. Ao invés de melhorias e garantia de dignidade ao trabalho, Rafael Greca quer contratar Organizações Sociais e favorecer o empresariado quer aumentar o numero de crianças em sala de cmei’s (Centros Municipais de Educação Infanti), quer adoecer o funcionalismo ao não garantir condições de trabalho e nem realizar novos concursos, quer sucatear a saúde pública. Até quando vamos ter de trabalhar sem reajuste salarial e nessas condições? Estamos aqui hoje com a população para denunciar a desumanidade de Rafael Greca”, enfatiza a coordenadora de de Organização por Local de Trabalho, Cathia Regina Pinto de Almeida.


    População rejeita o projeto de Rafael Greca

    O projeto político do prefeito Rafael Greca é impopular, pois é voltado para a elite, ao empresariado curitibano, avalia a coordenadora geral do Sismuc, Irene Rodrigues. Ela lembra que a rejeição ao governo de Greca só aumenta e elenca os protestos orquestrados pela população em repúdio ao prefeito nos bairros. A comunidade protesta contra Rafael Greca tanto na periferia como nos bairros nobres. Greca foi alvo de críticas no Batel (praça do Japão), em Santa Felicidade, no CIC, Parolin, Fazendinha e é vaiado em equipamentos de saúde, escolas e cmeis.

    “Protestamos contra o prefeito na Unidade de Saúde Bom Pastor, em Santa Felicidade por defender a saúde pública de qualidade para os moradores. Na Cidade Industrial, a população também criticou o prefeito e se organizou para defender a Unidade de Pronto Atendimento. Também nas escolas e cmeis o repúdio ao prefeito é muito grande e é muito importante enfatizar o que está sendo construído contra esse governo. Em todos os cantos nós temos tido resistência em Curitiba, que hoje é a capital da resistência. A população tem mostrado que quer políticas públicas de qualidade e que atenda as suas necessidades. Não queremos políticas públicas que atenda a necessidade do governo de plantão ou do patronato e da elite curitibana, queremos política pública para todos e principalmente para a população carente”, defende.

    Povo cobra e denuncia o descaso com a cidade

    A maior expressão da luta da população curitibana contra a política urbana de Rafael Greca foi a quantidade de protestos espalhados pela cidade por ocasião das enchentes de fevereiro e março. “A Prefeitura aumentou impostos o ano passado e o prefeito disse que poderia chover que nao haveria enchentes, mas houve muita enchente. Mas a populacao foi pra cima, cobrando do Rafael Greca. E a cada dia mais está fazendo isso por entender o seu papel de cidadão. A população está cobrando que os cmeis não sejam um local de depósito de crianças. A pauta da educação tem sido fortemente marcada na cidade e apoiada pelos moradores de todos os bairros. Essa participação ativa mostra uma nova sociedade; mostra a Curitiba da democracia, a Curitiba da resistência”, finaliza Irene.

    Na avaliação de Soraya, dada a importância do servidor público na vida das pessoas, é fundamental a participação entre servidor e população na campanha de lutas. “Os servidores se esforçam diariamente. Mas se a gente quer mais condições para o serviço público, isso passa pela valorização do servidor, não há outro caminho. Mas a gestão é cega para isso”, lamenta.
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Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
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