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  • 20/04/2018 Geral

    Inflação de Curitiba é a terceira maior do país, segundo IBGE

    Inflação de Curitiba é a terceira maior do país, segundo IBGE
    Com alta de impostos, cidade arrecada mais R$ 737 milhões apenas em janeiro de 2018

    O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 referente a abril de 2018. O IPCA-15 teve variação de 0,21% em abril, 0,11 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de março (0,10%). No acumulado dos últimos doze meses, a inflação ficou em 2,80%. A Região Metropolitana de Curitiba, no entanto, registrou índice acima da média nacional, com 3,02%. Esse é o terceiro maior índice do país, atrás apenas de Sao Paulo (3,75%) e Goiânia (3,29%).

    Segundo o levantamento, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, somente Comunicação (-0,15%) apresentou queda de preços de março para abril. Os demais ficaram entre 0,02% de Educação e 0,69% de Saúde e cuidados pessoais que, além da maior variação de grupo, registrou, também, o maior impacto (0,08 p.p.).

    No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,69%), a pressão foi exercida pelo item plano de saúde (1,06%) e pelos remédios (0,63%) refletindo parte do reajuste anual, em vigor desde 31 de março, variando entre 2,09% e 2,84%, conforme o tipo do medicamento.

    Em Curitiba, no entanto, o grupo saúde pesou mais do que no restante do país. A elevação foi de 1,16% no último período. A segunda maior alta na região é vestuário (0,59%), seguido por alimentação e bebida (0,29%). Já o mercado imobiliário teve retração de -0,25%.

    Curitiba arrecada mais
    O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) detectou crescimento da arrecadação de Curitiba no primeiro bimestre de 2018 em relação a 2017. O aumento da receita corrente líquida em janeiro foi de 8,36% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram R$ 680,5 milhões em 2017 e R$ 737,4 milhões em 2018. No mês de fevereiro, a arrecadação maior foi de 5,58%. São quase R$ 756 milhões em 2018 contra R$ 716 milhões em fevereiro de 2017, criando um saldo maior de R$ 40 milhões.

    Para o economista do DIEESE, Fabiano Camargo, que analisou os dados do Portal da Transparência, o aumento da arrecadação do município tem relação com a alta de impostos em Curitiba. Nesse ano, subiram o IPTU, a taxa de lixo, o ISS, além do retorno de repasses da União e do estado. “Janeiro e fevereiro são fortes meses de arrecadação para os municípios, principalmente em fevereiro, quando chegam os carnês do IPTU”, interpreta.

    Manoel Ramires
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