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  • 05/02/2018 Geral

    Sismuc protesta contra congelamentos de salários e aumentos de impostos

    Sismuc protesta contra congelamentos de salários e aumentos de impostos
    Na reabertura da Câmara, ato expõe autoritarismo do governo, protesta contra aumento do IPTU e cobrança da taxa de lixo

    O Sismuc deu boas-vindas ao segundo ano da gestão Rafael Greca(PMN) nesta segunda-feira(5) devolvendo o deboche ao prefeito. Na reabertura da Câmara Municipal de Curitiba(CMC), onde o prefeito compareceu para fazer discurso aos vereadores, o sindicato protestou de forma irreverente. Acompanhado de um carro de som, o Bloco de Carnaval do Sismuc “Sereias Barbudas e a Nau de Greca” ressignificou o pejorativo termo “sereias barbudas” para denunciar o autoritarismo do prefeito demostrado publicamente quando desvaloriza e desqualifica os servidorea públicos ao ponto de ofendê-los com xingamentos de baixo calão. 

    O congelamento de salários, de planos de carreiras, a redução de insumos e equipamentos, inclusive em vários setores do município de Curitiba, como na saúde pública, por exemplo, são alguns dos descompromissos do prefeito Rafael Greca com os seus eleitores curitibanos, denuncia a vereadora professora Josete ao demonstrar apoio à mobilização das servidoras e servidores.

    “A resposta dos servidores no primeiro dia de trabalho vêm em consequência da atitude do prefeito,  que é arrogante autoritário e que prefere garantir a manutenção dele com contratos milionários com determinados setores do empresariado, um exemplo é o transporte coletivo, do que efetivamente fazer uma avaliação de como buscar ampliar as receitas do município - revendo contratos - ao invés de retirar direitos e acabar com a previdência pública dos servidores, do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba(IPMC) e com o atendimento à saúde”, protesta Josete.

    A falta diálogo com os servidores e a população, a desvalorização e desqualificação dos profissionais e a retirada de direitos foram enfatizadas pela coordenadora geral do Sismuc, Irene Rodrigues. Segundo ela, o escárnio, o desrespeito, as palavras de baixo calão não servem para construir uma estável relação com servidores e nem com a sociedade de Curitiba. “Neste último ano da gestão, os servidores conviveram com um prefeito autoritário e que desqualifica os servidores. Mas temos um recado para Greca e Pier Pretruzielo – líder do governo na Câmara: vai ter troco na eleição”, observa.

    Nesta segunda-feira, o Sismuc, por meio do seu bloco de carnaval “Sereias barbudas e a Nau de Greca”, levou ao Palácio Rio Branco a marchinha de carnaval com paródia da música de Anitta, “Vai Malandra”. Os versos criticam ao aumento de impostos e a piora dos serviços: “Vai Grequinha//Ê, tá louco, cê aumentando o IPTU//Tá achando que governa sem saúde, educação// Quem te aguenta//Cê irritar sempre a população”.

    Prefeito que representa a si mesmo

    Sindicatos e população reclamam do aumento de impostos, do congelamento de salários e da piora dos serviços públicos. Para o prefeito, porém, as manifestações são pequenas e a “cidade não pode se servir da dor do povo para alimentar vampiros”.

    O primeiro protesto ocorreu na sexta-feira (2). Moradores da Vila Barigui, localizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) realizam protesto em frente à UPA CIC, fechada para reforma desde novembro de 2016. Eles exigem reabertura da unidade, porém criticam projeto do prefeito Rafael Greca de retomada sob a forma jurídica terceirizada, de Organização Social.

    O prefeito minimizou as queixas em discurso aos vereadores. Para ele, a insatisfação é apenas da oposição e dos sindicatos. “Calem-se as vozes que dizem que eu não quero abrir a UPA da CIC. Tentaram gritar contra mim na última semana e não reuniram 30 pessoas. Trio elétrico para 30 pessoas é fiasco da oposição. A UPA vai ser aberta por um modelo novo, terceirizado. Vou ousar, experimentar”, discursou.

    Por outro lado, a insatisfação também atingiu outras camadas da sociedade. O prefeito Rafael Greca foi vaiado pelo público presente no Teatro Guaíra no domingo (4), durante a 35ª Oficina de Música de Curitiba. As vaias ocorreram quando o músico Toquinho anunciou a presença do prefeito.

    Os servidores municipais ficaram sem reajuste em 2017. O prefeito alterou a data base de 31 de março para 31 de outubro. No entanto, congelou salários no fim do ano. Medida que pode se repetir em 2018.

    Andréa Rosendo e Manoel Ramires
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