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  • 08/11/2017 Geral

    Sismuc pede vistas em documento do Conselho Municipal de Educação

    Sismuc pede vistas em documento do Conselho Municipal de Educação
    Andréa Rosendo
    Deliberação sobre redimensionamento será analisada na próxima reunião do Conselho e Comunidade Escolar realiza audiência sobre Educação Infantil

    A Deliberação  nº 01/2016, da Câmara de Educação Infantil, ligada ao  Conselho Municipal de Educação (CEI/CME), que apresentava a proposta de dimensionamento ou seja,  a  alteração na relação entre criança e professor nas turmas de em Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei’s), será analisada nos dias 5 e 6 de dezembro, datas das próximas reuniões do pleno do CME. A transferência ocorreu após a conselheira Marina Felisberto, representante do Sismuc no órgão, pedir vistas no documento encaminhado pela Secretaria Municipal de Educação(SME) para apreciação dos conselheiros do CME.

    Em vídeo divulgado nas redes sociais do Sismuc, a entidade alerta para os riscos da superlotação nos equipamentos da educação infantil.

    Antes de pedir vistas, o plenário da reunião mensal do CME votou duas propostas. O segmento dos representantes de pais de alunos apresentou pedido de realização de audiência pública, a qual foi seguida por votos favoráveis dos segmentos dos servidores da educação, do magistério municipal e pelo conselheiro municipal de Educação. No entanto, o pedido não foi acatado pelos demais conselheiros. O segundo encaminhamento - votação item por item dos artigos da deliberação do prefeito Rafael Greca(PMN), que quer ampliar a quantidade de vagas sem contratar novos profissionais - foi aprovado pela maioria dos conselheiros, mas não foi para votação devido ao pedido de vistas. 

    De acordo com a conselheira Marina Felisberto, a proposta de voto por voto sem ouvir a comunidade é precipitada, uma vez que o tema interessa a vários setores da sociedade. Isso levou a conselheira a fazer o pedido de vistas. “O pedido ocorreu para que nós possamos realizar uma audiência pública. É importante que representantes da comunidade escolar, pais de alunos, universidades e demais entidades que estejam inseridas nesse debate, que pensam sobre a educação, tenham o conhecimento do que está acontecendo na educação municipal”, declara a conselheira.

    28 de novembro: Consulta pública da Feipar 

    O Fórum de Educação Infantil do PR (Feipar) - organização do movimento social da Educação Infantil do Paraná em atividade desde 1988 – realiza no próximo dia 28 de novembro uma consulta pública com objetivo de promover a discussão levantada pela Deliberação proposta pela gestão Greca, que tem como impacto imediato a superlotação de alunos nas salas dos cmeis.

    Proposta da Prefeitura X Plano Municipal de Educação

    Sinalização da prefeitura

    B1 | Criança 0 a 1 ano -1 profissional a cada 6 crianças, com no máximo 18 crianças

    B2 | 1 a 2 anos - 1 profissional a cada 8 crianças, com no máximo 24

    M1 | 2 a 3 anos - 1 profissional a cada 10 crianças, com no máximo 30

    M2 | 3 a 4 anos - 1 profissional a cada 15 crianças, com no máximo 30

    PRÉ 1 | 4 e 5 anos - 1 profissional a cada 25, com no máximo 35

    PRÉ 2 |5 anos - 1 profissional a cada 25, com no máximo 35

    Plano Municipal de Educação

    B1 | 0 a 1 ano – 1 professor a cada 5 crianças. Atualmente o limite é de 15 crianças.

    B2 | 1 a 2 anos - 1 professor a cada 5 crianças, Atualmente o limite é de 15 crianças.

    M1 | 2 a 3 anos - 1 professor a cada 8 crianças, Atualmente o limite é de 24 crianças.

    M2 | 3 a 4 anos - 1 professor a cada 10 crianças, Atualmente o limite é de 30 crianças.

    PRÉ 1 | 4 a 5 anos - 1 professor a cada 10 crianças. Atualmente o limite é de 30 crianças.

    PRÉ 2 |5 anos - 1 professor a cada 10 crianças. Atualmente o limite é de 30 crianças.

    Superlotação

    Em vídeo divulgado nas redes sociais do Sismuc, a entidade alerta para os riscos da superlotação nos equipamentos da educação infantil. A alteração na relação adulto/criança foi enviado ao CME no dia 13 de setembro pela Secretaria Municipal de Educação. Para as professoras da educação infantil, a  alteração é danosa, pois as salas não suportam mais crianças e ainda colocam segurança das mesmas em risco.

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