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  • 31/10/2017 Geral

    Assembleia dos servidores aprova mobilizações contra o “reajuste zero”

    Assembleia dos servidores aprova mobilizações contra o “reajuste zero”
    Andréa Rosendo
    Categoria define agenda de mobilização para pressionar gestão Greca e marca assembleia para dia 29 de novembro

    Os servidores municipais de Curitiba, reunidos em assembleia nesta terça-feira(31), avaliaram a proposta absurda do prefeito Rafael Greca(PMN) para a implementação do índice determinado pela lei municipal da data base. O Executivo propôs “reajuste zero” e em protesto a esse descaso, a categoria organizou uma agenda de lutas. Nesta quarta-feira, 1º de novembro, os servidores realizam ato às 9h na Câmara Municipal de Curitiba(CMC) em repúdio ao congelamento do salário do funcionalismo. E vão criar uma comissão permanente voltada para encaminhar ações e protestos durante a agenda púbica do prefeito.

    Em notas anteriores à imprensa, a coordenadora geral do Sismuc Irene Rodrigues enfatizou que nos seus 36 anos de trabalho na prefeitura de Curitiba é a primeira vez que se depara com a proposta absurda de congelamento de salários para o funcionalismo público. Ela lembra que durante a reunião de negociação realizada na última sexta-feira(27), o sindicato apresentou a proposta de índice de 10% para o cumprimento da data base. Irene explica que chegou-se a esse percentual a partir de cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), realizados a partir de dados do IBGE

    “Com base na avaliação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais o percentual de ganho real fechamos uma proposta de 10% de reajuste. Mas também colocamos na mesa de negociação os 38% de perdas salariais que tivemos com a transferência da nossa data base, que passou do mês de março para o mês de outubro. Agora o que me surpreende é que quatro pessoas que participaram da mesa de negociação fizeram parte da gestão passada. Como que nesses oito meses a prefeitura entrou nesse caos e indica agora  o congelamento? questiona Irene.

    Reação e pressão
    A direção sindical  não aceita a justificativa da prefeitura de que o congelamento foi necessário por conta da redução de receita nas contas públicas. Para a direção do sindicato, o Executivo já tinha o conhecimento do que iria fazer a partir do momento  que propôs a transferência da data base. O congelamento reflete o projeto dessa gestão na prefeitura que, ao invés de promover a valorização dos servidores de Curitiba, quer acabar com direitos conquistados.

    A resposta da gestão sobre o "reajuste zero" veio quatro dias após a segunda reunião do ano com os sindicato e sem maior profundidade nos estudos sobre os impactos financeiros. “O Sismuc refutou o reajuste zero e vai denunciar o descaso da Administração para com os servidores públicos e a sociedade. Vamos acompanhar a agenda do prefeito e realizar atos de repúdio em todos os eventos”, revela a coordenadora do sindicato.

    A assembleia também ratificou os nomes de Irene Rodrigues e Dermeval Ferreira para o Conselho de Administração e Fiscal do Instituto Curitiba de Saúde(ICS). Para o Conselho de Fiscal do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba(IPMC), a assembleia aprovou a indicação de Adriana Kalckman.

    Agenda

    1º de Novembro | Ato na Câmara dos Vereadores | 9h

    7 e 8 de Novembro | Ato do Sismuc e comunidade escolar em frente ao CME (Rua Dr. Roberto Barrozo, 630, Alto da Glória) | Dia 7/11 (a partir das 13h) e dia 8/11 (a partir das 8h)

    8 e 9 de Novembro | Ato no Parque Barigui (1º Seminário Internacional de Administração Pública) | 8h

    22 de Novembro | Ato de Abertura do Natal Luz

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Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
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