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  • 11/08/2017 Geral
    revista Ágora

    No Brasil, comunidades ocupam imóveis por necessidade e sofrem risco de despejo forçado

    No Brasil, comunidades ocupam imóveis por necessidade e sofrem risco de despejo forçado
    Pedro Carrano
    Liderança por direitos aponta que população luta por moradia e também por direitos básicos

    Eliane Martins, dirigente do Movimento das/os Trabalhadores por Direitos (MTD), enxerga que a atual crise econômica e política empurra os trabalhadores a ocupações como a Flores do Campo, em Londrina, para fugir do pagamento do aluguel.

    “Isso explode nas famílias que têm renda mais baixa e, quando precisam decidir coisas como pagar aluguel ou comer, decidem sair do aluguel e partir para experiências como em Londrina, na ocupação Flores do Campo”, aponta.

    O período anterior, de acordo com ela, foi marcado por programas de moradia incompletos, mas que o atual governo vai extinguindo. Neste sentido, imóveis do programa Minha Casa Minha Vida em más condições ou incompletos reforçam a necessidade de organização não só por moradia, mas também pelos demais direitos sociais.

    “Ou seja, são os serviços que as pessoas que vivem ali precisam, mas que sejam pensados e geridos numa perspectiva de atender a necessidade das pessoas e não de gerar taxas de lucro. Isso significa gestão popular, com alta transparência”, diz.

    Casos de despejo forçado, no Paraná e no Brasil

    Despejos forçados e violência são cotidianos no Brasil. Selecionamos casos de ocupações massivas que foram desapropriadas com uso de contingente policial, repercutindo internacionalmente.

    Fazendinha – 2008

    Na manhã de 23 de outubro, mais de 1000 policiais despejaram milhares de famílias da ocupação da rua João Dembinski, no bairro Fazendinha, sul de Curitiba. A área de 170 mil metros quadrados pertencia ao grupo C.R. Almeida. As famílias estavam há mais de um mês no local.

    Famílias da calçada – 2009

    Oito meses mais tarde, famílias despejadas no episódio do bairro Fazendinha viviam na calçada em frente. De lá foram despejadas de novo, desta vez pela prefeitura, Guarda Municipal e Polícia Militar, sem qualquer local oferecido para as famílias.

    Despejo da escola em Piraquara – 2010

    Em outubro de 2010, famílias ocuparam terreno considerado de manancial, na região metropolitana de Curitiba. À época foram formados 350 lotes. No dia 2 de dezembro, porém, foi feita uma ação de despejo, com mil policiais. A Prefeitura realocou a uma escola municipal as famílias que não tinham para onde ir. Entre elas, mais de 50 crianças. Em pouco tempo a PM despejou as famílias do pátio da escola.

    BRASIL

    Sonho Real – 2005

    No dia 16 de fevereiro, a Polícia Militar de Goiás realizou uma operação militar de guerra, chamada "Operação Triunfo". Em uma hora e quarenta minutos, 14 mil pessoas foram despejadas de suas moradias. A Operação Militar produziu duas vítimas fatais, 16 feridos à bala e 800 pessoas detidas. A impunidade no caso segue até hoje.

    Pinheirinho – 2011 

    No dia 22 de janeiro de 2012, o governo de Geraldo Alckmin (PMDB) despejou mais de 1,6 mil famílias que ocupavam um terreno de 1,3 milhão de metros quadrados, o conhecido caso do “Pinheirinho”. A operação foi marcada pela truculência da PM e pela resistência dos trabalhadores.

    Pedro Carrano
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