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  • 14/06/2017 Geral

    Em assembleia do Sismuc, servidores deliberam retomada da greve na segunda(19)

    Em assembleia do Sismuc, servidores deliberam retomada da greve na segunda(19)
    Foto: Joka Madruga
    Comando de greve faz panfletagem na Boca Maldita, a partir das 9 horas

    Depois da esperada reunião entre os sindicatos dos servidores municipais e o secretário do governo municipal, Luiz Fernando de Souza Jamur, o impasse em torno do pacotaço continua. A gestão sugeriu que os sindicatos fizessem emendas ao projetos de lei encaminhados pelo Executivo. 

    A resposta do funcionalismo público para esse posicionamento foi dada por meio de assembleia realizada hoje (14) após a saída da mesa de negociação  que aconteceu na sede da prefeitura. A greve continua e a partir das 9h da próxima segunda-feira (19), os servidores fazem panfletagem na Boca Maldita com o objetivo de dialogar e explicar à população o que está por trás das propostas do Pacote de Maldades do prefeito Rafael Greca.

    “Infelizmente saímos da mesa sem nenhum avanço”, resume a coordenadora geral do Sismuc, Irene Rodrigues. Ela também destacou que a prefeitura, insistindo numa posição antidemocrática, não quer ouvir os servidores e ressaltou que houve desprezo pela orientação do Ministério Público do Paraná, que pediu a retirada do regime de urgência na votação dos projetos.“Na negociação realizada nesta terça-feira(13), na Câmara dos Vereadores de Curitiba (CMC), a qual se estendeu até às 22h, os trabalhadores e trabalhadoras e o Ministério Público do Paraná (MP-PR) defenderam a retirada da votação do pacotaço. Fizemos o que foi acordado, mas Jamur disse que a retirada do regime de urgência não compete ao Executivo e afirmou, ainda,  que essa medida é competência do legislativo municipal ”, acrescenta.

    O Sismuc  observou que, assim como não é competência do executivo exercer poder sobre a retirada do regime de urgência, não é competência do sindicato a elaboração de emendas. "Tanto os vereadores como a administração já sabem o posicionamento e as propostas dos sindicatos para que a prefeitura saia da crise: substituir ajuste fiscal por justiça social", reflete Irene.

    Na análise da coordenadora de Assuntos Jurídicos do Sismuc, Adriana Claudia Kalckmann, a reunião foi o espelho do que tem acontecido nas mesas de negociação. “Apresentamos a pauta, a gestão mostra a respostas dos itens e nada avança; ficamos somente com as negativas da administração. É mais um número dentre as reuniões improdutivas”, avalia.

    O Sismuc também rebateu os números divulgados pelo líder do prefeito na Câmara, vereador Pier Petruzziello. “Mesmo havendo 27 reuniões entre prefeitura e sindicatos, como ele afirma, o que não ocorreu, não é dentro de um processo democrático. Não há diálogo e as nossas pautas seguem com mais de 162 itens ignoradas. E o prefeito sequer se dispõe a estar presente, mas nas redes sociais alardeia que somos nós quem não lhe dá ouvidos”, pontua a coordenadora de comunicação do Sismuc Soraya Zgoda.

    Agenda

    Na segunda-feira, as categorias mantêm a greve e a pressão pela retirada da urgência dos projetos que tramitam na Câmara. A partir das 9h, os municipais fazem panfletagem na Boca Maldita. O objetivo é manter a proposta da Campanha de Lutas 2017, que é mostrar à população que o Pacotes de Maldades de Rafael Greca prejudica a vida dos servidores e usuários.

    Clima de expectativa e crítica

    Durante toda a tarde, os servidores concentraram-se em frente à sede da prefeitura à espera do resultado da reunião em andamento. 

    Isso depois de um ato pela manhã que despertou o centro da cidade para as questões dos servidores. “Esperamos que, para além da resposta que já temos, a gestão possa mudar de atitude e ouvir os sindicatos. Que retire o regime de urgência e que possa debater sem a pressão de tempo, que é a situação em que nos encontramos hoje com a Câmara”, destaca Irene.

    Ainda na avaliação da coordenadora do Sismuc, Greca coloca um tempero a mais no conflito. “O prefeito não primou pela solução do impasse ao enviar uma declaração - via redes sociais - afirmando que o plano de recuperação de Curitiba não seria “ideológico”. Isso demostrou não ter respeito pela própria liderança da Casa e os demais vereadores. Deveria minimamente conversar com seus pares”, criticou Irene, em entrevista à mídia pouco antes da reunião.

    Déa Rosendo e Pedro Carrano
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