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  • 20/11/2019 Geral

    Eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer

    Eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer
    Charge de Carlos Latuff, exposta em painel no Congresso, foi quebrada por um deputado do PSL
    Combate ao genocídio da população negra e pobre promovida pelo Estado é urgente
    A luta contra o genocídio da população negra e pobre promovido pelo Estado burguês é cada vez mais urgente. Hoje, dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, é impossível ignorar o racismo existente no Brasil. Nossa realidade nos mostra isso todos os dias, das maneiras mais cruéis e evidentes possíveis.

    Na política, nosso país é governado por um grupo que fomenta o racismo, a LGBTfobia, a violência de gênero, a divisão de classes e a intolerância religiosa.

    De acordo com o Atlas da Violência 2018, editado pelo Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), a desigualdade racial no Brasil se expressa explicitamente em relação à violência letal e às políticas de segurança pública.

    Violência e racismo institucional - Mulheres

    "Em uma sociedade racista, não basta não ser racista. É necessário ser antirracista" - Angela Davis

    - Mais de 60% das mulheres assassinadas no Brasil são negras

    - Em nosso país, 13 mulheres são assassinadas por dia, 8 delas são negras

    - Em números absolutos, o percentual de homicídio feminino aumentou 60,5% de 2007 a 2017 entre as mulheres negras, entre as não negras esse número é de 1,7%

    - A violência obstétrica atinge uma em cada quatro melhores no Brasil, 66% das vítimas são negras

    - 63% das vítimas de mortalidade materna são negras

    - O Brasil tem a 4ª maior população carcerária feminina do mundo, 62% são negras

    - A taxa de desemprego é de 17% entre as mulheres negras e 11% entre as mulheres brancas

    - O rendimento médio mensal das mulheres brancas é de R$ 2.529,00, já entre as mulheres negras é de R$ 1.476,00

    Fonte: Atlas da Violência 2019, Revista AzMina, Levantamento do economista Cosmo Donato a partir dos dados PNAD, DataSUS e outros

    Os negros, e principalmente os homens negros, são o perfil mais frequente das vítimas de homicídio no Brasil. São os negros as principais vítimas da ação letal das polícias e o perfil predominante da população prisional do país.

    A situação das mulheres negras também é grave: a taxa de homicídio entre elas "foi 71% superior à de mulheres não negras". Os homens, no entanto, continuam sendo as maiores vítimas da violência.

    Mulheres e homens negros estão entre os mais desassistidos pelo Estado em relação à oferta de serviços públicos básicos. As condições socioeconômicas de vulnerabilidade e o racismo institucional ajudam a explicar a mortalidade. Os anos de escravidão e de embranquecimento promovidos em nosso país também contribuem para essa explicação.

    A data: Iê, viva Zumbi!

    Zumbi comandava as tropas do quilombo governado por Ganga Zumba. Em 1678, liderou um conflito interno, alcançou a liderança do quilombo dos Palmares, e combateu os portugueses durante 14 anos.

    Palmares reuniu uma população de mais de 20 mil palmarinos (nativos de Palmares).

    Após longas batalhas, Zumbi saiu ferido e acabou morto com vinte guerreiros, em 20 de novembro de 1695.

    Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo de Castro. A luta de Zumbi não foi em vão! O 20 de novembro, dia nacional da Consciência Negra é uma data escolhida para homenagear o personagem histórico que representa a luta de resistência contra a escravidão.

    Desde 1500

    Tem mais invasão do que descobrimento
    Tem sangue retinto pisado
    Atrás do herói emoldurado
    Mulheres, tamoios, mulatos
    Eu quero um país que não está no retrato
    Brasil, teu nome é
    Dandara
    E a tua cara é de cariri
    Não veio do céu
    Nem das mãos de Isabel
    A liberdade é um dragão
    No mar de Aracati

    Samba-enredo da Mangueira - 2019

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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