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  • 16/10/2019 Geral

    Perdas históricas salariais dos servidores: saiba mais sobre a data-base

    Perdas históricas salariais dos servidores: saiba mais sobre a data-base
    Imprensa SISMUC
    Venha debater os rumos da luta na próxima quarta-feira (16) em assembleia

    Nos últimos anos (mar/2017 a out/2019), os servidores municipais de Curitiba voltaram a ter aumento nas perdas históricas salariais. Desde 2017 a perda de massa salarial equivale a mais de dois salários para cada trabalhador. Com o congelamento dos Planos de Carreira em 2017 e a não reposição correta da inflação, a perda salarial do funcionalismo público cresce a cada ano.

    Para o desgoverno Greca nada disso importa! As condições de vida daqueles que mantém o serviço público funcionando na cidade estão a cada dia mais precárias. Com poder de compra reduzido, o último reajuste de 3% concedido em 2018 não foi suficiente nem para repor a inflação dos 12 meses anteriores.

    Segundo um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a perda histórica desde 1999 já está em 17,35% e podendo chegar a 20,96%. Durante a gestão Greca os servidores acumularam de março de 2016 a outubro de 2019, praticamente 10% de perdas. A dívida histórica da Prefeitura não termina aí, de março 1999 a fevereiro de 2016 o valor devido aos servidores é de 9,95%.

    Para os servidores nada, para os empresários tudo!

    Em mês de comemoração pelo dia dos servidores públicos a administração continua dando presentes só para os grandes empresários! Mesmo com esse cenário, em mesa de “negociação” com os servidores na tarde de sexta-feira (11), a gestão não apresentou a proposta de reajuste e ainda sugeriu que os servidores revessem suas justas reivindicações.

    A proposta é um desrespeito à classe trabalhadora. Desde 1999, a não reposição total da inflação faz com que o ganho real dos servidores venha caindo consideravelmente. Por isso, reposição das perdas históricas é o mínimo exigido pelos trabalhadores.

    Veja a tabela

    Vale destacar que a receita da Prefeitura vem crescendo nos últimos anos. De acordo com estudo feito pelo DIEESE/PR para o SISMUC, de 2009 até 2018, a receita do município mais que dobrou.

    E a tendência de crescimento segue: comparando a Receita Corrente Líquida nos primeiros oito meses deste ano com o mesmo período de 2016, o crescimento é de 16,5%. Enquanto nesses últimos anos as despesas com pessoal só caíram – graças ao Pacotaço de maldades que Greca impôs ao funcionalismo em 2017.

    As despesas com pessoal ativo (desconsiderando inativos e terceirizados) teve queda de quase 6%, como mostra a tabela abaixo. Em contrapartida, os gastos da Prefeitura com pessoal terceirizado aumentou 14,02%, passando de R$ 261,6 milhões no segundo quadrimestre de 2018 para R$ 329,4 milhões no mesmo período deste ano. Ou seja, Greca quer tirar do funcionalismo para injetar cada vez mais dinheiro em empresas privadas.

    Ainda assim, a Prefeitura está bem abaixo do limite prudencial de 51,30% para gastos com pessoal previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, fechando o 2º quadrimestre de 2019 em 44,13%. Ou seja, a gestão tem margem legal para conceder o reajuste aos servidores e tem arrecadação suficiente para isso. O que falta é boa vontade da gestão e respeito à classe trabalhadora.

    A experiência mostra que vai ser preciso muita mobilização e muita luta para enfrentar os ataques do desprefeito Greca. Por isso, nossa data-base vai ser marcada por muita mobilização e muita luta! Na próxima quarta-feira (16) o funcionalismo público vai se reunir em assembleia a partir das 18h30 para definir os rumos da luta. O encontro acontece no Hotel Hara (Av. Iguaçu, nº 931).

    Imprensa Sismuc e Sismmac
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