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  • 10/07/2019 Geral

    Governo apela para o toma lá dá cá para aprovar Reforma da Previdência

    Governo apela para o toma lá dá cá para aprovar Reforma da Previdência
    Foto: Repórter da Base
    Mesmo após alterações, reforma ainda representa um forte ataque à classe trabalhadora

    O plenário da Câmara dos Deputados iniciou nesta quarta-feira (10) a votação da Reforma da Previdência. A versão que será votada é o substitutivo apresentado pelo relator, o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que passou pela comissão especial no dia 4 de julho.

    O texto original sofreu alterações em resposta à pressão dos trabalhadores e à greve geral do dia 14 de junho. Mesmo com a retirada de alguns ataques, como o regime de capitalização e a redução do Benefício de Prestação Continuada, a proposta continua dificultando o acesso à aposentadoria para milhões de trabalhadoras e trabalhadores. Além de acabar com a possibilidade da aposentadoria por tempo de contribuição, o projeto do governo diminui o valor do benefício e continua exigindo 40 anos de trabalho para ter direito à 100% do valor da aposentadoria.

    Para conseguir os 308 votos necessário para aprovar a Reforma, o governo Bolsonaro vem usando e abusando da velha política do toma lá da cá. Na véspera da votação, o governo ofereceu um lote extra de R$ 20 milhões de emendas para cada deputado que votar a favor da proposta. Ou seja, usa o dinheiro que vem dos nossos impostos para fazer barganha e impor a retirada de direitos do conjunto da classe trabalhadora.

    Não caia no discurso furado de que o pior já saiu da Reforma da Previdência. As mudanças anunciadas até agora podem ser apenas uma estratégia para enfraquecer a resistência e facilitar a aprovação do projeto. A tramitação ainda será longa, com ao menos duas votações na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, e o governo pode tentar retomar ataques que foram excluídos dessa versão.

    É preciso manter os atos e mobilizações até que o governo, o congresso e os empresários desistam de empurrar a crise econômica para as costas das trabalhadoras e trabalhadores.

    Imprensa SISMUC/SISMMAC
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