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  • 08/05/2019 Geral

    Cortes do governo Bolsonaro atingem todas as etapas da educação

    Cortes do governo Bolsonaro atingem todas as etapas da educação
    Cortes na verba da educação básica promovidos pelo governo federal chegam a R$914 milhões

    O presidente Jair Bolsonaro mostrou mais uma vez que a educação não é uma prioridade do governo federal. No final do mês de abril, o Ministro da Educação Abraham Weintraub anunciou um corte de 30% nos investimentos das universidades federais do país, com a desculpa de beneficiar financeiramente a educação básica.

    Mas os cortes vão além do ensino superior: de acordo com os dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do Governo (Siop), o valor do congelamento nos investimentos em todas as etapas da educação já passa dos R$7 bilhões. Na educação básica o valor chega a R$ 914 milhões. Esse corte inclui verbas para construção e manutenção de escolas e creches, capacitação de profissionais da educação, merendas escolares e transporte. Segundo o MEC, o bloqueio das verbas foi feito para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e o teto de gastos.

    Ao contrariar o próprio discurso de priorização da educação básica, que contempla o ensino fundamental e médio, o governo federal deixa claro as motivações políticas por trás desse ataque absurdo à qualidade do ensino público. Nesta semana, durante uma reunião da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, o ministro da educação fez campanha a favor da Reforma da Previdência e ameaçou, dizendo que os cortes na educação podem ser revistos caso esse grande ataque aos trabalhadores seja aprovado. Isso só mostra que o governo Bolsonaro não poupa esforços para avançar no desmonte da Previdência e que ele vê nos professores e professoras, demais trabalhadores da educação e nos jovens uma grande força contra esse ataque.

    Moção de repúdio contra os cortes na UFPR

    Em Curitiba, os vereadores da base aliada do prefeito Rafael Greca se recusaram a fazer uma moção de repúdio, sugerida pela vereadora Professora Josete, contra os cortes nas verbas na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pier Petruzziello, líder do governo na Câmara Municipal, defendeu o bloqueio das verbas e até fez uma comparação com a aprovação do pacotaço em 2017 que, entre outros ataques, congelou o Plano de Carreira dos servidores municipais.

    Em nota à comunidade publicada no dia 2 de maio, a UFPR informou que os cortes nas verbas ultrapassam os R$48 milhões e que há o risco de que as atividades da instituição sejam comprometidas no segundo semestre de 2019, afetando mais de 33 mil alunos matriculados.

    Mobilize-se!

    Professores e professoras, estudantes e demais trabalhadores da área da educação, estão se mobilizando do ensino básico à universidade!

    No dia 15 de maio vamos construir uma grande Greve Geral da Educação, contra os ataques do governo Bolsonaro.

    Os servidores e servidoras do município também tem compromisso na próxima quinta-feira (9) a partir das 18h30, na assembleia da educação, onde será debatida a participação no dia 15 de maio e outras formas de mobilização.
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    Balbúrdia contra a educação

    Inicialmente, o Ministro da Educação Abraham Weintraub alegava que os cortes seriam direcionados à apenas três universidades devido às “balbúrdias” promovidas nas instituições. Esse tipo de afirmação reitera o caráter autoritário deste governo. As manifestações promovidas nas instituições denunciam a falta de investimentos no ensino público e a situação precária que já se encontram as universidades. E um dia depois das declarações do ministro, o MEC publicou uma nota oficializando a extensão do bloqueio das verbas para todas universidades e federais e para o ensino básico.


    A verdadeira balbúrdia é o ataque que o governo Bolsonaro promove contra a educação! O governo federal tenta incessantemente desvalorizar os profissionais da educação e colocar a universidades federais no papel de inimigas do povo para enfraquecer a resistência da população contra a retirada de direitos.


    Entretanto, não devemos aceitar esse grave ataque contra o ensino público! Compartilhe a sua indignação e converse com os seus colegas de trabalho, família e sua comunidade. A única maneira de dar um basta a ataques como cortes na verba da educação e Reforma da Previdência é por meio da união dos trabalhadores para a construção da necessária greve geral.

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