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  • 10/04/2019 Geral

    I EREFAU aponta mobilizações como prioridade para o próximo período

    I EREFAU aponta mobilizações como prioridade para o próximo período
    Foto: Repórter da Base
    Fortalecimento dos sindicatos e resistência contra os ataques são prioridade

    No último final de semana o SISMUC recebeu o I Encontro Regional dos Fiscais de Atividades Urbanas (EREFAU). O encontro foi realizado nos dias 5 e 6 de abril em parceria com a FENAFISC, e trouxe fiscais de todo o Brasil.

    As discussões relembraram o histórico de lutas da categoria, além de haver uma importante troca de experiência entre os profissionais sobre as dificuldades encontradas no cotidiano. Entendendo que as mobilizações só se constroem com a unidade dos trabalhadores, um dos temas abordados com grande destaque foi a Reforma da Previdência, vista como o maior ataque do governo federal.

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    O I EREFAU aprovou resoluções que buscam fortalecer os sindicatos para enfrentar a atual conjuntura. Entre as principais decisões estão, a atuação na construção permanente da unidade na luta por conquistas e manutenção de direitos, além de fortalecer a organização sindical ampliando o trabalho de base e a formação política. As propostas aprovadas podem ser conferidas acima.

    A grande maioria das propostas foram aprovadas por consenso, o que evidencia a necessidade de mobilização e união para o próximo período, que será de muito enfrentamento.


    Conjuntura

    Temática de grande importância para pensar as lutas em unidade entre os trabalhadores, a conjuntura foi apresentada junto com um histórico do movimento sindical. O Professor Rafael Furtado e o Fiscal Eduardo Recker trouxeram para a mesa a importância dos sindicatos e de mobilização conjunta entre as categorias, para que possamos avançar nas lutas.


    A mobilização feita pelos fiscais em 2011, garantiu cerca de 20% de reajuste salarial, fez parte da história e fez com que hoje os trabalhadores tenham um salário um pouco maior.


    Vivemos em um momento onde as condições de vida e de trabalho da população estão cada vez piores. Mais de 50 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza. A Reforma Trabalhista agravou a situação dos trabalhadores, que hoje perdem diversos direitos conquistados.


    Um dos maiores direitos que ainda se mantém é a Previdência. Os governos tentam convencer a população todos os dias de que ela está com os dias contados, sua real intenção é acabar com o modelo solidário, piorando mais ainda a condição de vida dos trabalhadores e beneficiando as grandes empresas.


    Previdência

    O modelo de Previdência que existe hoje no Brasil, é chamado de solidário. Trabalhadores, patrões e governo contribuem para que haja esse sistema. O atual governo quer nos fazer acreditar que existe um déficit nesse modelo, o que é mentira.


    Com a proposta de Bolsonaro e Guedes o regime solidário acaba, e uma sistema de capitalização é implantado no lugar. Nesse modelo somente o trabalhador contribui individualmente, e os patrões e governo se livram de sua parte.


    O modelo de capitalização privilegia os bancos e empresas, deixando de lado o trabalhador. Para este, sobra somente a dúvida se algum dia irá se aposentar.


    Engana-se quem acredita que está é uma particularidade brasileira. Cerca de 30 países privatizaram de forma total ou parcial suas previdências nos últimos 30 anos, porém, 18 já voltaram atrásdevido aos resultados catastróficos.


    Para barrar esses e outros ataques que estão por vir, será necessária uma grande mobilização. Os fiscais lutarão ombro a ombro com os demais trabalhadores contra o fim da Previdência Pública!

    Imprensa SISMUC
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