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  • 08/03/2019 Geral

    Toda mulher perde com a reforma da previdência!

    Toda mulher perde com a reforma da previdência!
    Arte: Ctrl S
    As mulheres são o principal alvo da proposta de Reforma da Previdência e a única saída contra esse retrocesso é a luta!

    Dentre os diversos assuntos que são discutidos no mês marcado pelo Dia internacional da mulher, a nova proposta de Reforma da Previdência do governo Bolsonaro também ganha destaque na pauta de março deste ano. Esse debate é muito importante para que possamos intensificar a mobilização contra esse grande retrocesso onde as mulheres e servidores públicos são os principais alvos.

    O governo falha em enxergar a realidade da mulher trabalhadora que, além de ainda não ter alcançado igualdade salarial e de gênero no mercado de trabalho, acumula mais horas trabalhadas por semana em relação ao homem devido à dupla jornada de cuidados domésticos.

    É por causa das horas não remuneradas que há atualmente uma diferença de cinco anos de aposentadoria por idade entre homens e mulheres, como uma compensação. Agora, além de diminuir essa diferença para três anos, o governo pretende estabelecer 40 anos de contribuição para garantir a aposentadoria com integralidade e precarizar as políticas públicas que auxiliam as mulheres com dificuldade para alcançar o tempo mínimo de contribuição.

    Se muitas mulheres já não conseguem contribuir por 25 anos devido ao papel que lhes é imposto pela sociedade, será praticamente impossível completar 40 anos de contribuição para ter direito a 100% do benefício!

    Bolsonaro, que no ano passado já dava indícios de que seguiria na linha da proposta de previdência do governo Temer, conseguiu enviar ao Congresso um projeto ainda mais rígido e desprendido da realidade. Não restam dúvidas de que o verdadeiro objetivo do governo é sucatear a aposentadoria dos trabalhadores enquanto perdoa as dívidas de banqueiros e grandes empresas com o INSS.

    > Principais ataques da reforma

    A nova proposta de Reforma da Previdência estabelece uma idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens. No projeto ainda consta que a idade mínima ainda pode aumentar caso a expectativa de vida do brasileiro subir. Um absurdo!

    Além disso, se a proposta for aprovada, não existirá mais aposentadoria só por tempo de contribuição. Ambos requisitos, idade e contribuição, serão necessários para se aposentar.

    O valor da aposentadoria dos trabalhadores também vai diminuir com a reforma. Atualmente, para os servidores concursados que tomaram posse a partir de 31 de dezembro de 2003, a média salarial é feita utilizando 80% das maiores contribuições como base. Com a reforma, a média vai considerar todos os salários, até as menores contribuições registradas.

    E não é só o cálculo que vai dificultar o acesso ao benefício integral. Quem está próximo da aposentadoria também será prejudicado e, em vários cenários, terá que trabalhar muitos anos a mais para garantir a aposentadoria. Veja os exemplos mais abaixo.

    > A única saída é a resistência!

    O único caminho possível para enfrentar esse grave ataque é a luta. As trabalhadoras e trabalhadores que sustentam esse país não irão se calar diante da retirada de direitos!

    No dia 22 de março trabalhadores de todo o Brasil se mobilizarão no Dia Nacional de Luta e Mobilização em Defesa da Previdência, fique de olho nos meios de comunicação do sindicato, em breve mais informações! Converse com os seus colegas na unidade de trabalho sobre as ameaças da proposta e construa também a mobilização que vai barrar a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, assim como fizemos contra o governo Temer.

    Imprensa SISMMAC e SISMUC
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