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  • 14/01/2019 Geral

    Em mais um processo de desvalorização, Prefeitura ataca aposentadorias dos servidores

    Em mais um processo de desvalorização, Prefeitura ataca aposentadorias dos servidores
    arte: CTRLS
    Novos servidores convocados em janeiro são instruídos a participar do plano de previdência complementar CuritibaPrev

    A gestão Greca tem instruído os novos servidores a aderirem ao CuritibaPrev sem informar que a adesão é opcional e não obrigatória e que o servidor pode abrir mão da previdência complementar a qualquer momento, contribuindo apenas com o Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC). Caso a filiação no CuritibaPrev seja feita de forma arbitrária pela Prefeitura, o servidor deve entrar em contato com o Sindicato pelo telefone (41) 3322-2475.


    Aprovado em 2017 no pacotaço de Greca a capitalização da previdência dos servidores públicos municipais de Curitiba começa a ser aplicada para os novos servidores em 2019. De acordo com a prefeitura esse sistema se daria de forma híbrida, onde seria garantido um valor mínimo para aposentadoria e o restante seria arrecadado de forma individual por cada servidor a depender de seu salário.


    Muitas coisas não estão claras na proposta como por exemplo a taxa de administração que será aplicada, e nem mesmo como seria a participação dos servidores que já estão na ativa. É importante nos perguntarmos se este valor mínimo propagandeado pela prefeitura será o suficiente para o servidor público ter uma vida digna, principalmente aqueles que têm os salários mais baixos e, portanto, contribuirão com um valor menor. Além disso, com salários cada vez menores e defasados os servidores não conseguirão contribuir de forma a garantir uma aposentadoria maior. A realidade sobre esse sistema é que ele significa a miséria.


    O atual presidente da CuritibaPrev, José Luiz Costa Taborda Rauen, de acordo com entrevista publicada no jornal Gazeta do Povo, diz que o formato atual de repartição é totalmente insustentável. Desconsiderando em seu argumento que a própria prefeitura faz com que a arrecadação do Instituto de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC) seja reduzida. Os processos de terceirização que Curitiba vem passando faz com que haja cada vez menos contribuições para o IPMC, descapitalizando o instituto e deixando de garantir a aposentadoria dos servidores.


    Vale lembrar que a gestão Greca tem sido marcada pela falta de valorização dos servidores. A aprovação do pacotaço em 2017 foi dada sem que houvesse nenhum tipo de diálogo com a categoria. Os servidores foram bravamente para as ruas para reivindicar seus direitos e foram recebidos por bombas e balas. Em 2018, o ajuste de somente 3% do salário dos servidores não cobriu nem a inflação do ano e muito menos a inflação acumulada desde o último reajuste. Os servidores e a população não são prioridade para a Prefeitura e o CuritibaPrev é mais uma demonstração desse descaso.


    A aposentadoria foi um direito conquistado através de muita luta dos trabalhadores. Para garantir que o IPMC continue funcionando, os servidores devem se preparar em 2019 para uma grande greve. Só através da luta conseguiremos barrar este e tantos outros ataques!

    Imprensa SISMUC
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