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  • 30/11/2018 Geral

    Política do toma lá dá cá prevalece em Curitiba

    Política do toma lá dá cá prevalece em Curitiba
    Anderson Tozato/CMC
    Notícia veiculada no Portal da Prefeitura de Curitiba evidencia a velha prática política

    A conversa sobre mudanças na forma de fazer política se resume mesmo a conversas, sem ações efetivas. No mesmo dia em que sancionou o reajuste de 3% no salário dos servidores municipais para pagamento em folha suplementar, valor que para grande parte não vai dar pra pagar um botijão de gás, a gestão Greca publicou em seu portal a notícia: “Prefeitura aumenta aporte de recursos para emendas parlamentares”. Um claro exemplo da velha prática política do toma lá dá cá: os vereadores da base votaram como o prefeito queria, sem discutir o índice de reajuste comparando com o índice de inflação acumulada, e agora têm garantidos os recursos para suas propostas.

    Conforme o texto da prefeitura, foi anunciado “...o repasse de R$ 1 milhão por parlamentar para emendas em 2019. Serão R$ 38 milhões, que equivalem a R$ 7,6 milhões a mais do que foi destinado em 2018. Neste ano, o valor repassado para emendas parlamentares foi de R$ 800 mil por vereador”. E continua: “Assumi o compromisso de repassar R$ 1 milhão por vereador para o próximo ano... São recursos importantes para que Curitiba avance dentro do plano de desenvolvimento proposto”, disse o prefeito no encontro com representantes do Legislativo, na quinta-feira (29/11)”.

    Ainda de acordo com o publicado “o município encaminhou aos vereadores um volume com sugestões para aplicação dos recursos em complemento ao definido na Lei Orçamentária Anual (LOA). ‘São informações de necessidades que muitas vezes não estão elencadas no Orçamento. A destinação dos recursos de emendas dentro deste cronograma é uma forma de a Câmara suplementar os recursos do município contribuindo para a realização das obras’, observou o presidente da Câmara, vereador Serginho do Posto”.

    Isso nos leva a ter a certeza de que o debate na CMC só acontece se o Executivo solicitar, porque do contrário, como os servidores municipais acompanharam esta semana, só são votadas e discutidas as vontades do prefeito que se considera o conhecedor de todas as necessidades da cidade.

    O papel da Câmara Municipal, que por definição seria uma assembleia de representantes do povo, que elabora leis e fiscaliza as ações do Executivo, não vale para Curitiba, onde o prefeito tem ampla maioria e manobra conforme seus interesses.

    A favor dos servidores

    A força da prefeitura na CMC também ficou evidente no dia da votação em primeiro turno da proposta do reajuste da data-base dos servidores municipais, no último dia 26 de novembro. Os vereadores da base do prefeito apresentaram o projeto Substituto quatro minutos antes de ser discutido em plenário, com uma manobra política que inviabilizou a discussão das emendas. Somente 10 dos 38 vereadores se posicionaram a favor dos servidores públicos: Felipe Braga Côrtes, Goura, Katia Dittrich, Marcos Vieira, Maria Letícia, Mestre Pop, Noemia Rocha, Professor Euler, Professora Josete e Professor Silberto.

    Jamais esqueceremos quem vota contra o povo. Não vote em quem retira direitos dos trabalhadores!

    Acreditamos na luta por melhores condições de vida e trabalho. Seguimos firmes!

    Gisele Rossi
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Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
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