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  • 29/06/2018 Geral

    IPMC tem perdas em fundos de investimentos

    IPMC tem perdas em fundos de investimentos
    Mais de 90 % dos investimentos do mês de maio ficaram 'no vermelho'

    A redução dos investimentos e as despesas do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC), sobretudo em relação ao pagamento de aposentadorias e pensões, foram os principais pontos debatidos na reunião mensal do Conselho de Administração do IPMC, que aconteceu nesta quinta-feira (28). Os conselheiros apresentaram o Cálculo Atuarial e planilhas com dados sobre as receitas/despesas; investimentos/desinvestimentos - de janeiro a maio - e  de resgates efetuados no Fundo de investimento do IPMC para o pagamento da folha de pagamento referente ao mês de maio.

    Segundo o conselheiro Giuliano Gomes as planilhas mostraram redução do patrimônio do IPMC. Observa-se que - a partir do mês de maio – mais de 90 % dos investimentos estão em vermelho. O conselheiro, que representa a classe dos trabalhadores está bastante preocupado com essa situação. “A redução dos investimentos, além do pagamento de despesas - aposentadorias e pensões – ser mensalmente maior que as receitas, nos coloca em situação de alerta e em defesa dos recursos do IPMC”, declara Giuliano, que também é coordenador de Aposentados do Sismuc.

    Ineficiência na gestão financeira do IPMC

    De acordo com Giuliano, as aplicações do IPMC vêm sendo reduzidas e retiradas desde fevereiro deste ano. “O Decreto 1.269/2017 vem comprometendo o fluxo de caixa do IPMC. A consequência disso é a queda de patrimônio. Tínhamos mais de R$ 2 bilhões no fundo e atualmente já perdemos mais de 100 milhões. Os R$ 700 milhões tomados do IPMC – parceladamente por meio de falta de repasses e aportes - estão fazendo muita falta hoje, pois agora o Instituto não consegue fazer o pagamento das aposentadorias e pensões sem mexer nos investimentos”, enfatiza.

    Decréscimo dos investimentos em maio e junho

    A greve dos caminhoneiros foi um dos argumentos apresentados pelos conselheiros do IPMC para justificar a queda dos investimentos no mês de maio, pois afetou o mercado financeiro. De acordo com Giuliano, os próprios conselheiros reconheceram a falha do governo Michel Temer na articulação com os donos de transportadoras e caminhoneiros autônomos.

    “Eles (os conselheiros) admitiram que o Michel Temer causou um “estrago na economia e no mercado financeiro”. No caso do IPMC, os fundos de renda fixa, que têm mais de R$ 450 milhões investidos, apresentaram queda de até -3,2%. Nos fundos de renda variável, com R$ 25 milhões em investimentos, a queda chegou até a - 10,9%, além de outros investimentos apresentados. Questionei quais os critérios que os investidores do IPMC utilizam e quais as decisões tomadas sobre onde investir, pois é preciso reduzir ao máximo essa perda de recursos, principalmente porque estamos numa conjuntura de crise política e financeira”, critica Giuliano, que ficou sem resposta porque o presidente do Conselho impediu o diretor financeiro de falar sobre o assunto.

    Para o mês de junho, o diagnóstico apresentado é de que haverá impacto na redução dos investimentos devido a política protecionista de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. “Trump elevou impostos sobre produtos importados para fazer o enfrentamento com a China. Ou seja, com a essa intervenção, além de fechar o mercado, e ele fez valorizar o dólar frente a outras moedas. Essa política afeta nossa economia, pois os dólares dos investimentos estão saindo do Brasil e migrando para outros países”, ressalta.

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