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  • 11/06/2018 Geral

    Sismuc tem primeira mesa de negociação com prefeitura

    Sismuc tem primeira mesa de negociação com prefeitura
    Objetivo é recuperar as perdas com o pacotaço. Foto: Manoel Ramires
    A pauta foi entregue em março; já a data-base ocorre em outubro, conforme nova lei

    Está agendado para o próximo dia 13 de junho o primeiro encontro da comissão de negociação do Sismuc com a Prefeitura de Curitiba. O encontro ocorre para definir o calendário de reuniões a respeito da pauta geral, que envolve vencimentos, carreira, aposentadoria, saúde do trabalhador e direitos dos servidores municipais. Também deve ser estabelecido um cronograma de debate sobre as pautas específicas por categorias. As pautas foram entregues pelo sindicato no começo de março. Com o Pacote de Maldades de Greca, uma lei foi aprovada alterando a data-base para outubro. Por isso somente agora que são realizadas as mesas de negociação.

    A comissão que representa os servidores municipais foi eleita em assembleia geral da categoria ainda em fevereiro. Ela é resultado da política do Sismuc de sempre levar a base para as mesas de negociação. “Temos essa política de empoderamento. Com ela, os servidores que estão atuando na ponta podem discutir com os gestores os seus problemas e buscar melhorias na carreira e nas condições de trabalho”, destaca Irene Rodrigues, coordenadora geral do Sismuc.

    Nesse ano, esse grupo de trabalho tem a missão de reverter as perdas salariais e funcionais que ocorreram com o pacote de maldades, quando o prefeito Rafael Greca (PMN), sem diálogo com os sindicatos, encaminhou projeto de lei à Câmara Municipal de Curitiba congelando salários e aumentando alíquotas e impostos. O Pacotaço foi aprovado em regime de urgência em 26 de junho, na Ópera de Arame, com forte aparato policial.

    Agora, os servidores cobram a reposição dessas perdas. “O pedido de reajuste desse ano é a somatória da perda histórica com o congelamento de salários praticado por Greca, que não pagou o reajuste em março de 2017, tampouco em outubro de 2017. Os números pioram na medida que o reajuste só deve ser aplicado em outubro de 2018, totalizando 30 meses de salários defasados. Do período de março de 2016, a outubro de 2018, a perda estimada apenas nessa gestão é de 9,3%”, explica a entidade em cartilha.

    Na semana passada, em audiência pública na CMC, Daniela Regina dos Santos, superintendente da Secretaria de Finanças revelou que no município tem crescido a arrecadação ano após ano. A superintendente, no entanto, argumentou que não pode adiantar nada sobre a reposição. “Ainda não tenho posição sobre a data-base deste ano. O foco é garantir o atual pagamento", disse Daniele Santos.

    Manoel Ramires
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