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  • 28/05/2018 Geral
    Com informações da FUP

    Sismuc apoia movimentos em defesa da redução dos combustíveis

    Sismuc apoia movimentos em defesa da redução dos combustíveis
    Sindipetro PE/PB
    Segundo a FUP, não há motivo para o Brasil ter preço flutuante e ligado aos preços internacionais, já que Petrobras produz petróleo, refina e distribui

    O Sismuc apoia a greve em defesa da redução dos preços dos derivados de petróleo e estende seu apoio aos petroleiros, organizados por meio do Federação Única dos Petroleiros (FUP), que realizam greve com duração de 72 horas a partir desta quarta-feira (30). Os trabalhadores querem a revogação da atual política de preços da Petrobras, a demissão imediata do presidente da estatal, Pedro Parente,  a renúncia do presidente Michel Temer e o fim da entrega do pré-sal às empresas multinacionais.

    A FUP é contra a política de preço aplicada pela Petrobrás porque leva ao aumento de todos os derivados do petróleo, como o gás de cozinha, a gasolina e o díesel. Antes os preços eram pensados e voltados para o Brasil. No entanto, há cerca de quase dois anos, Pedro Parente, a mando de Michel Temer, mudou essa política. A consequência direta foi a elevação dos preços. Apenas nos últimos dez meses, os brasileiros foram bombardeados por nada menos que 115 aumentos nos preços dos combustíveis. Nesse período, o óleo diesel e a gasolina subiram 57%. Já o gás de cozinha disparou 70%.

    Os petroleiros ligados à FUP rejeitam essa política de preço por entender que ela é voltada para o lucro das empresas estrangeiras e não para as necessidades do povo brasileiro. A FUP argumenta que não há motivo que justifique o Brasil ter preço flutuante e ligado aos preços internacionais, uma vez que a Petrobras produz o petróleo e tem tecnologia para refino e distribuição e com custo nacional.

    A atual política de reajuste dos derivados de petróleo fez os preços dos combustíveis dispararem e contribui para o desmonte da Petrobrás. A FUP também repudia a convocação das forças armadas para ocupar as refinarias - por entender que se trata de um ataque do governo ao Estado Democrático de Direito - e exige a retirada imediata das tropas militares que estão nas instalações da Petrobrás.

    A greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve nacional por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria.

    Eixos principais do movimento

    • Pressão ao governo de Michel Temer com o objetivo de baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis

    • Retomada nos investimentos no setor de óleo e gás e especialmente a ampliação da capacidade de refino dos derivados do petróleo.

    • Fortalecimento da democracia com a garantia da realização de eleições livres e democráticas, na qual o povo possa escolher livremente entre os candidatos e programas apresentados.

    • Manutenção dos empregos, retomada da produção das refinarias e fim das importações de derivados de petróleo

    • Contra a privatização e o desmonte da Petrobras

    O Sismuc defende os trabalhadores organizados e os protestos pacíficos e repudia qualquer tentativa do governo Temer e da grande mídia em tentar criminalizar os movimentos dos caminhoneiros e petroleiros, com o objetivo de confundir a população brasileira e para defender os seus interesses e do mercado financeiro.


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