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  • 14/06/2019 Geral

    Greve Geral mobiliza servidores municipais em defesa de direitos

    Greve Geral mobiliza servidores municipais em defesa de direitos
    Repórter da base
    Servidores dão continuidade ao ato unificado no período da tarde, na Praça Santos Andrade
    Na manhã desta sexta-feira (14), os servidores municipais de Curitiba se somaram à greve geral contra o desmonte da Previdência, os cortes nas verbas da educação pública, e outros ataques do governo Bolsonaro.

    A greve geral do dia 14 de junho mobilizou trabalhadoras e trabalhadores de todo o Brasil. Só no Paraná, cerca de 37 categorias aderiram à greve nacional e cruzaram os braços em defesa de direitos.

    A mobilização unificada em Curitiba começou às 9h, na Praça Nossa Senhora de Salete, onde ocorreu um aulão com as direções dos Sindicatos SISMMAC, SISMUC, SIFAR e SISMMAR sobre a defesa da aposentadoria e educação pública.

    Durante a aula pública, foram discutidos os principais ataques promovidos pela Reforma da Previdência, como a privatização e o aumento do tempo de contribuição. A proposta de reforma, apresentada pelo governo federal, é desumana e tem como objetivo economizar às custas dos mais pobres, que trabalharão por mais tempo e receberão salários menores. Sabemos também que o discurso de acabar com os privilégios é uma falácia, já que a reforma beneficia grandes bancos e empresários.

    A questão dos cortes nas verbas da educação pública também foi discutida. No final do mês de abril, o governo Bolsonaro anunciou uma série de cortes que atingem todas as etapas da educação pública. Em Curitiba, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que sofreu um corte de R$48 milhões, não conseguirá manter o custeio até o final do ano e já anunciou uma série de medidas para diminuir as despesas da Instituição, como o fechamento do restaurante universitário (RU) em julho. Esse é um exemplo do grave ataque que o governo federal promove para sucatear o ensino público.

    Além dessas pautas, a luta dos servidores municipais de Curitiba também é contra os ataques da Prefeitura. A base aliada do prefeito Rafael Greca na Câmara de Vereadores aprovou em 2017 o pacotaço, que congelou os Planos de Carreira e salários dos servidores, e também aprovou neste ano o projeto que permite a contratação via Processo Seletivo Simplificado (PSS). Essa medida é mais um meio de desvalorização do serviço público de qualidade, pois as condições de trabalho são piores pois não existe garantia de vínculo com o cargo.

    Programação para o período da tarde

    Só com muita luta será possível barrar e reverter os ataques tanto em âmbito nacional quanto municipal! Por isso, os servidores municipais de Curitiba já estão na Praça Santos Andrade para dar continuidade ao ato unificado!

    Converse com os seus colegas de trabalho, amigos e familiares que ainda não compareceram à greve e venha participar desse momento importante da luta em defesa de direitos! Firmes!

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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