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  • 23/10/2018 Na Pauta

    Prefeitura sinaliza fechamento da UPA Pinheirinho e servidores protestam

    Prefeitura sinaliza fechamento da UPA Pinheirinho e servidores protestam
    Repórter da base
    Servidores em conjunto com a população protestaram hoje (23) contra o fechamento da UPA Pinheirinho

    Ato foi realizado após a prefeitura de Curitiba através da secretária de saúde Márcia Huçulak, anunciar na sexta-feira (19) o fechamento da UPA Pinheirinho para reformas. A UPA será fechada partir do dia 4 de novembro e reabrirá como um centro especializado no atendimento psiquiátrico. De acordo com a secretária de saúde, houve uma diminuição no volume de atendimentos após a abertura das UPAs do Tatuquara e da CIC, em contrapartida, a própria secretária relatou em audiência pública que cerca de 159 mil pessoas migraram de planos privados para o SUS. O argumento da prefeitura não foi confirmado pelos servidores que trabalham no local, e além disso o SISMUC questiona esta defesa pois a UPA foi reaberta a menos de três meses, tempo insuficiente para medir a queda da demanda.

    O anúncio feito pela prefeitura pegou tanto a população quanto os servidores de surpresa. Durante o ato, revoltados com a situação, a população que utiliza a UPA prestou apoio assim como os comerciantes da região. O SISMUC além de participar do ato também irá protocolar junto com as autoridades competentes as mais de 2000 assinaturas coletadas hoje nos locais próximos a UPA.

    Essas atitudes da administração Greca não são novas e demonstram a aceleração do processo de precarização do serviço público municipal. A saúde vem sofrendo diversos ataques como, as terceirizações das UPAs que vem ocorrendo via Organizações Sociais (OS), o desmonte do programa de estratégia em saúde da família, a falta de profissionais que gera sobrecarga de trabalho e adoecimento, além disso, a falta de investimentos na saúde como um todo que faz com que os servidores precisem trabalhar em condições extremamente precárias, fazendo com que a população não consiga ter um atendimento de qualidade.

    O fechamento da UPA além de ser um desrespeito com a população é também um desrespeito com os servidores, os que que trabalham naquele local serão remanejados, perdendo até 10% do seu salário que já está congelado a mais de 30 meses. O SISMUC novamente reitera a importância de locais que trabalhem emergências psíquicas, porém entendemos que isto deve acontecer sem o fechamento das unidades de saúde existentes.

    Estamos atentos aos ataques da gestão Greca e não nos calaremos perante o desmonte dos serviços públicos. Não é momento de fechar os serviços de saúde e sim de ampliá-los!

    Imprensa SISMUC
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