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  • 09/12/2019 Na Pauta

    Com autoritarismo, Câmara dobra repasse para CuritibaPrev e extingue mais cargos

    Com autoritarismo, Câmara dobra repasse para CuritibaPrev e extingue mais cargos
    Arte: Ctrls
    Vereadores mais uma vez usam o regime de urgência sem justificativa para atacar servidores e acelerar a entrega do dinheiro público para a iniciativa privada

    A sede de Greca e dos seus vereadores de desmontar os serviços públicos e atacar direitos não para. Na manhã desta segunda-feira (9), a Câmara votou em regime de urgência o projeto que dobra os repasses para a CuritibaPrev e o projeto que extingue o cargo de motorista.A segunda votação acontece nesta terça-feira (10).

    A CuritibaPrev é uma caixa preta, sem transparência na gestão. Criado com uma propaganda de que seria um fundo autossustentável, com pouco tempo de existência já fica claro que a realidade é bem diferente. Mas, o desprefeito e seus aliados na Câmara não parecem estar preocupados. Enquanto usam um discurso de contenção de gastos quando se trata de servidores e de serviços públicos, não há nenhum problema com falta de verbas para entregar dinheiro de mão beijada para a iniciativa privada.

    Isso sem contar que, enquanto a casa questiona os gastos da prefeitura com os servidores, responsáveis por prestar serviços à população, não há nenhum questionamento quanto aos custos com pessoal da CuritibaPrev – que no fim das contas é pago pela Prefeitura com base no repasse aprovado na Câmara.

    As direções do SISMUC e do SISMMAC estiveram na votação para pressionar os vereadores. Cinco minutos de fala foram concedidos a um representante dos sindicatos, tempo insuficiente para tratar de todos os problemas apresentados no fundo de previdência privada.Com um ano de funcionamento e ainda sem pagar nenhuma aposentadoria ou benefício, a CuritibaPrev já não consegue pagar sequer suas despesas administrativas sem depender do repasse da Prefeitura. Ou seja, o futuro rombo será gigantesco e quem vai pagar essa conta?

    O repasse da Prefeitura à CuritibaPrev é feito a título de empréstimo, no entanto, o fundo não apresenta nenhum prazo para ressarcimento desses valores. E, considerando que no próprio projeto enviado à Camara é admitido que o fundo é insustentável, é fácil perceber que provavelmente a devoluçãodesses R$ 12 milhõesaos cofres públicos seja só mais uma das tantas promessas não cumpridas do desprefeito. Assim, como ele havia prometido descongelar os planos de carreiras, mas na verdade trabalha para acabar com as carreiras dos servidores.

    Quem se prestou ao papelão de tentar justificar mais esse assalto aos cofres públicos foi Serginho do Posto. O discurso do vereador lembrou exemplos de fundos de previdência que teriam sido “assaltados” na visão do vereador, como a Petros, da Petrobras, e a Previ, do Banco do Brasil. Será que ele esqueceu do gigantesco assalto ao Instituto de Previdência de Curitiba, que a Câmara aprovou em 2017, quando ele então era presidente da casa?

    Extinção de cargos

    Outra onda de ataques do desprefeito Greca diz respeito à extinção de uma série de cargos públicos, para dar margem cada vez mais à substituição dos serviços públicos pela prestação de serviços terceirizados, controlados por empresários burgueses, que estão preocupados apenas com os lucros e nenhum pouco com a população.

    A extinção aprovada hoje foi a do cargo de motorista. Enquanto há carros parados na Prefeitura e pessoas precisando de transporte para garantir o atendimento à população, a gestão não faz concursos para suprir a demanda e ainda extingue o cargo.

    Assim, foi dado mais um passo rumo à terceirização e sucateamento dos serviços públicos, principal legado desse desgoverno.

    Urgência para destruir serviços públicos

    Chama a atenção que mais uma vez os dois projetos tenham tramitado em regime de urgência, como virou prática comum da Câmara. É uma forma de os vereadores aliados de Greca tentarem se esconder e fugir do debate.

    Fica clara a deturpação da base aliada de Greca: eles esquecem a função do seu cargo que ocupam, que deveria ser a fiscalização da gestão. Na prática, sua atuação se resume a fazer papel de marionete, se esforçando para garantir que as vontades do desprefeito sejam atendidas no menor prazo possível e sem qualquer análise crítica.

    Isso ficou muito claro durante a sessão, quando a oposição apresentava seus argumentos contra os projetos e os vereadores aliados do desgoverno sequer estavam presentes para ouvir. Relaxavam tranquilamente tomando um cafezinho, afinal o conchavo já estava armado.

    Reforçamos o recado dado aos vereadores puxa-saco do desgoverno durante a sessão: é preciso pensar mais nas pessoas e menos nas vontades do desprefeito.

    Os vereadores aliados de Grecas tentam se esconder atrás desse regime de votação, sequer defendem os projetos que aprovam, com medo de manchar sua imagem junto aos eleitores. Mas, se eles acham que esqueceremos de todos os conchavos e negociatas para atacar os servidores, estão muito enganados.

    Se depender dos servidores, a bancada do tratoraço não terá reeleição!

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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