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  • 20/11/2019 Na Pauta

    Sob o comando de Greca, bancada do tratoraço vota ataques sem discussão

    Sob o comando de Greca, bancada do tratoraço vota ataques sem discussão
    Arte: Ctrl s
    Após aprovação dos ataques, vereadores defenderam os projetos do prefeito e atacaram a organização dos trabalhadores

    Com autoritarismo e falta de diálogo, os vereadores de Curitiba aprovaram em segunda votação a prorrogação do congelamento das carreiras, o reajuste de 3,5% no salário do funcionalismo e o ataque à organização dos trabalhadores, com a redução no número de servidores liberados para direção sindical.

    Sem coragem para defender os projetos de Rafael Greca em plenário no primeiro dia de votação, a bancada do tratoraço teve um comportamento diferente na sessão de terça-feira (19). Alguns parlamentares questionaram a organização dos sindicatos e tentaram justificar o injustificável. Os ataques foram aprovados com a Câmara “protegida” pela força policial e isolada da população por um cordão da Guarda Municipal.

    O prefeito estava tão certo do resultado da votação que até viajou e nem na cidade estava para defender suas propostas e explicar aos vereadores qual o motivo para urgência nos projetos. A pressa se justificaria apenas no projeto do reajuste, já que a data-base do funcionalismo foi no dia 31 de outubro e Greca não havia nem enviado o projeto para a Câmara. O resultado da votação confirmou o papel da maioria dos vereadores: fantoche do Executivo, bem diferente do papel para o qual são eleitos, que é o de fiscalizar e trabalhar pelo bem comum de toda a sociedade.

    Sessão

    Na primeira votação, na segunda-feira (18), quando os servidores estavam em greve em defesa dos direitos conquistados com luta, vereadores da oposição tentaram adiar a sessão por conta da truculência da polícia e pediram explicações dos vereadores da base sobre o pedido de urgência. Mas ninguém se manifestou.

    A oposição pediu emendas para aumentar o índice de reajuste, mas não obteve êxito. A bancada do prefeito aprovou o reajuste de 3,5%, que não cobre as perdas acumuladas durante a gestão Greca e nem a perda histórica de 9,95% acumulada desde 1999 até fevereiro de 2016.

    Defesas dos ataques

    Na defesa dos projetos, o vereador Serginho do Posto justificou a aprovação com a desculpa da crise econômica. Esse argumento só aparece quando o assunto são os servidores públicos municipais, pois, na prestação de contas, a Secretaria de Finanças apontou um superávit que possibilitou, inclusive, aumento de 27% na contratação de comissionados. O parlamentar ainda jogou para a gestão do prefeito anterior a culpa pelo congelamento das carreiras.

    Já o vereador Mauro Ignácio questionou de forma maldosa e ignorante a arrecadação dos sindicatos e o uso do dinheiro que os servidores destinam para a luta coletiva dos trabalhadores contra os ataques e na defesa das carreiras. “Para onde foi esse dinheiro? Para comprar camiseta?”, questionou o vereador que desconhece como funciona o sindicato, onde as decisões são aprovadas em assembleia e as prestações de contas são analisadas por um Conselho Fiscal. O vereador ainda questionou o gasto da administração com o salário dos servidores liberados, mas não falou sobre o gasto mensal com os vereadores que chega a mais de R$ 2,8 milhões por mês, o que equivale a R$ 34,2 milhões por ano.

    O líder do prefeito na Câmara, vereador Pier Petruzziello, não defendeu os projetos em plenário, mas deu entrevistas para imprensa tradicional defendendo os ataques e ofendendo os servidores em greve, que foram acompanhar a votação, ao dizer que eram massa de manobra da direção do sindicato.

    O comportamento da bancada do tratoraço não é novidade, foi assim em 2017 no primeiro pacotaço. O que ainda nos causa indignação é uso do autoritarismo, da violência e da força policial em um espaço que reúne representantes do povo, mas que não dialoga com a população e utiliza do braço armado do Estado para aprovar as proposições do Executivo.

    O sindicato somos todos nós! Servidores que cotidianamente atendem aos demais trabalhadores da cidade, mesmo sem condições de trabalho!

    Nossa mobilização continua e a campanha Vaza Greca ganha mais força não só com os servidores, mas também com a população. É na união da classe trabalhadora que está a nossa força. Firmes!

    Imprensa Sismuc e Sismmac
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