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  • 09/10/2019 Geral

    Greca quer aumentar para R$12 milhões o repasse à CuritibaPREV

    Greca quer aumentar para R$12 milhões o repasse à CuritibaPREV
    Arte: Ctrl s
    Precisar do dobro do empréstimo indica que previdência privada não é sustentável

    Nesta terça-feira (8), a gestão Greca protocolou um projeto alterando a Lei nº 15.072, que institui a CuritibaPREV, com o objetivo de dobrar os repasses da Prefeitura para o Fundo de Previdência Complementar. Apesar de todo o discurso de contenção de gastos usado para aprovar o pacotaço em 2017, a administração municipal quer aumentar esse repasse de 6 para R$12 milhões.

    De acordo com o Decreto vigente, a Prefeitura repassa em forma de adiantamento o valor de R$6 milhões parcelados em 20 parcelas de R$300 mil. Esse repasse foi aprovado durante o pacotaço e agora o governo Greca quer dobrar o dinheiro a ser injetado na previdência privada. Com isso, Greca mostra que sobra recursos para repassar à CuritibaPREV. No entanto, na hora de pagar o que deve aos servidores, as finanças da cidade sempre estão no vermelho.

    CuritibaPREV não se sustenta

    A CuritibaPREV tem pouco mais de dois anos e já da demonstrações de não ser sustentável. Precisar do dobro de recursos em tão pouco tempo é sinal de que a previdência privada vai mal das pernas.

    Mas os problemas não param por aí! A Lei que Greca quer alterar aumenta o empréstimo para a previdência privada do município, mas alguém acredita que essa dívida será paga pelo CuritibaPREV à Prefeitura e que esses recursos algum dia retornarão para os cofres públicos?
    Além de descapitalizar o nosso Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC), esse projeto do desgoverno Greca também revela que são mentira os motivos alegados para não cumprir as reivindicações dos servidores.

    Quanto mais dinheiro o governo colocar na previdência privada, menos recursos sobram para garantir contratações, a reposição da inflação acumulada na Data-Base e os Planos de Carreira dos servidores, que estão congelados há mais de três anos. Isso acontece porque todos esses valores entram na Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita o investimento na folha de pagamento dos servidores.

    Venha para assembleia conjunta no dia 16 de outubro!

    A Prefeitura ainda não respondeu às reivindicações dos servidores, é hora de nos mobilizarmos! Venha para assembleia no dia 16 de outubro.
    Esse projeto revela que o problema não é financeiro, e sim de prioridade política da gestão, que prefere torrar dinheiro com asfalto e maquiar a cidade. Por isso, é preciso ampliar a nossa mobilização para garantir nossos direitos.

    O funcionalismo público não vai aceitar essa contradição escancarada da Prefeitura! Nossa luta é garantir à população direitos sociais, saúde, educação, segurança e assistência com qualidade e servidores valorizados.

    Imprensa Sismuc e Sismmac
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