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  • 08/10/2019 Na Pauta

    Agentes em greve vão à Câmara de Vereadores mostrar o descaso com a categoria

    Agentes em greve vão à Câmara de Vereadores mostrar o descaso com a categoria
    Foto: Repórter da Base
    Categoria está em greve desde o dia 30 de setembro na luta pela valorização e melhores condições de trabalho

    Na manhã desta terça-feira (8), os agentes de combate às endemias fizeram mais um ato, dessa vez na Câmara de Vereadores de Curitiba (CMC), com objetivo de conscientizar a população quanto à luta da categoria. Salários baixos, falta de condições básicas de trabalho e desrespeito da gestão que se recusa a negociar foram alguns dos pontos apresentados pela categoria.

    Representantes dos agentes fizeram fala durante a sessão, reforçando os riscos que enfrentam no seu dia a dia de trabalho: o contato com o veneno usado para combater as larvas pode prejudicar a saúde; durante as visitas há riscos de ataques de animais domésticos, agressões dos moradores que não querem receber os agentes, contato com lixo hospitalar, entre outros. Apesar de tudo isso, a categoria não recebe sequer o adicional de periculosidade pelo seu trabalho!

    Eles também lembraram que a dengue está em Curitiba! Há surtos em locais como Bairro Alto e Vitória Régia. O número de focos do mosquito da dengue é cada vez maior na cidade, além disso regiões próximas como São Paulo e Paranaguá enfrentam o crescimento do número de casos. Ou seja, falta muito pouco para que a doença se espalhe por Curitiba. Só que a gestão do prefeito Rafael Greca tenta maquiar a situação e não divulga esses dados abertamente para a população.

    Cientes do risco que uma endemia traz à população, representantes do legislativo demonstraram apoio à luta da categoria. Um dado apontado é que a diferença entre o salário atual e o pretendido pelos agentes é de R$ 672,60, um aumento que, se aplicado a todos os agentes, teria um impacto financeiro de cerca de R$ 600 mil ao ano. Isso é menos de 10% dos R$ 7,4 mihões que o prefeito está gastando somente em propaganda para falar do asfalto novo.

    Ou seja, para o prefeito Rafael Greca, a saúde da população e as condições de trabalho dos seus servidores valem muito menos do que asfalto!

    Como era de se esperar, o inimigo dos servidores deu as caras! O vereador Pier Petruzzielo fez uso da palavra para questionar as reivindicações da categoria. Assim, ele continua com seu papel de defensor de Rafael Greca na câmara e segue sua postura de ataque aos servidores.

    Falta de negociação

    Mesmo com o apoio da câmara, o prefeito se nega a negociar com a categoria!

    Sem a negociação, os agentes não podem voltar a realizar um serviço essencial para a população que é o Levantamento de Índice Rápido de Infestação (LIRA). Sem esse levantamento, a Prefeitura de Curitiba deixa de receber verba do governo federal para combate a endemias.

    Os agentes querem a negociação por parte da gestão para que possam voltar a executar seu trabalho, mas com a devida valorização. A categoria segue mobilizada na luta por melhores condições de trabalho e pela valorização do trabalho de combate a endemias! Firmes!

    Imprensa SISMUC
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