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  • 07/08/2019 Na Pauta

    Demolição da Previdência Social avança mais um passo

    Demolição da Previdência Social avança mais um passo
    Arte: Ctrl S
    Bolsonaro libera R$ 3 bilhões em emendas parlamentares para garantir que população trabalhe até morrer

    A proposta da desumana Reforma da Previdência avança mais um pouco em sua aprovação. Em votação no segundo turno na madrugada desta quarta-feira (7), a Câmara dos Deputados deu o aval para uma proposta que fixa as idades mínimas de aposentadoria para 65 anos no caso dos homens, e para 62 anos no caso das mulheres. A proposta ignora as péssimas condições de trabalho e de vida que a população se encontra.

    Para garantir a aprovação do texto, Bolsonaro faz mais da velha política. No primeiro turno o governo já havia liberado cerca de R$ 2 bilhões em emendas parlamentares, no segundo turno não foi diferente, foram liberados mais de R$ 3 bilhões para garantir que os parlamentares continuem do lado dos grandes empresários e não da população trabalhadora.

    O governo federal vende a Reforma da Previdência como uma “economia” de R$ 933,5 bilhões em 10 anos. A desculpa do governo Bolsonaro é que a Reforma ajudaria em um suposto crescimento econômico, que de acordo com dados divulgados no último mês, não chega a 1%. É dinheiro dos trabalhadores que será desviado de suas aposentadorias, e que coloca em situação ainda mais precária, os mais pobres.

    O diálogo proposto pela oposição, que modificaria uma série de emendas da Reforma, já foi descartado pelos parlamentares e a proposta segue para o Senado. Em resumo, a Reforma reduz o valor da aposentadoria, aumenta o tempo de contribuição e acaba com direitos da população mais pobre, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Enquanto isso, os militares tem seus benefícios garantidos, assim como os juízes e promotores. O discurso de que a Reforma combate privilégios é mais uma das grandes mentiras do governo Bolsonaro.

    Intensificar as lutas para pressionar contra a Reforma

    O momento que vivemos é de intensificação das lutas para todos os trabalhadores e trabalhadoras, inclusive do serviço público, que também tiveram a ideia mínima alterada, além do aumento da alíquota de contribuição. E para estes trabalhadores a Reforma não acaba por aqui, os parlamentares preparam uma manobra que garante que os estados e municípios sejam reinseridos na proposta durante a tramitação no senado.

    Não podemos cair no discurso de que o pior da Reforma já passou, e deixar com que destruam nossa aposentadoria. O ano de 2019 teve intensas mobilizações e mostraram a força da classe trabalhadora. Devemos continuar indo às ruas e pressionar o governo, o senado e os empresários, para recuarem nos ataques aos direitos dos trabalhadores. No dia 13 de agosto, temos um encontro marcado na Praça Santos Andrade às 18h. Essa luta é de todos nós!

    Imprensa SISMUC/SISMMAC
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