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  • 08/07/2019 Saúde

    Já são 10 dias em estado de greve na saúde pública municipal

    Já são 10 dias em estado de greve na saúde pública municipal
    Arte: Ctrls
    Sindicato tem conversado com servidores, comunidades e demais sindicatos da saúde visando fortalecer a resistência contra o desmonte na saúde pública
    Os servidores da saúde da rede pública municipal de Curitiba estão em estado de greve nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O sindicato, em conjunto com os servidores e comunidade, estão organizando um ato de manifestação contra a terceirização das UPAs no próximo dia 31 de julho, na frente da UPA Boa Vista.

    Com o estado de greve o atendimento para população não é alterado e os servidores públicos não podem ser prejudicados por ações da administração municipal como mudanças de locais de trabalho, de carga horária ou extinção dos postos de trabalho.

    A decisão pelo estado de greve foi tirada em assembleia dos servidores da saúde que aconteceu no último dia 28 de junho. No dia 26 de junho os servidores e comunidade fizeram atos contra a terceirização das UPAs Boa Vista, Cajuru e Sítio Cercado, que foram autorizadas pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS) a serem repassadas para uma Organização Social gerenciar.

    A autorização do (CMS) aconteceu em reunião tensa no dia 19 de junho, e sem amplo debate sobre o ataque proposto pela gestão do prefeito Rafael Greca, que repassa patrimônio público para a terceiros, sem comprovar a dificuldade da administração municipal em manter as referidas unidades. Vários municípios já adotaram o modelo de OS para gerenciar as unidades de saúde, o que promoveu a precarização do atendimento para população.

    A terceirização das unidades representa uma decisão da gestão que não se importa com a saúde da população. A administração municipal justifica a alteração alegando economia nos custos de manutenção na UPA CIC, que após reforma foi reaberta como OS.

    Na UPA CIC não são realizados uma série de procedimentos como exames de sangue, Raio X, não há pediatras, não recebe ambulâncias de emergência, o que sobrecarrega as demais unidades do sistema. Os médicos que atendem na UPA CIC não são contratados, eles tiveram que se tornar sócios da empresa para atender na unidade, em flagrante desrespeito à legislação trabalhista. O paciente que procura a UPA CIC e não consegue realizar alguns exames e acaba indo procurar outra unidade do sistema para completar o atendimento, sobrecarregando os demais equipamentos da saúde pública.

    Os servidores, com apoio do SISMUC e demais sindicatos da área de saúde, estão mobilizados para conscientizar a população e colegas sobre o desmonte que está sendo colocado na área da saúde, onde faltam médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, insumos e materiais. O quadro de funcionários estabelecido está reduzido, o que tem gerado sobrecarga de trabalho e adoecimento da categoria. Sabemos que a falta de reposição de servidores faz parte do projeto de desmonte que começa desestruturando um serviço que está indo bem, para depois justificar seu fim.

    Não vamos aceitar calados o desmonte da saúde pública e a precarização do serviço público municipal de Curitiba.

    Fique de olho no nosso site e redes sociais do SISMUC para mais informações sobre as próximas mobilizações. Não à tercriziação das UPAs Boa Vista, Cajuru e Sítio Cercado.

    Imprensa SISMUC
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