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  • 28/06/2019 Saúde

    Servidores da saúde aprovam estado de greve

    Servidores da saúde aprovam estado de greve
    Repórter da base
    Decisão não vai comprometer o atendimento para população. Serão realizadas mobilizações para conscientizar servidores e comunidade sobre os riscos da terceirização

    Os servidores públicos municipais da saúde de Curitiba tiraram em assembleia o estado de greve nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A decisão é uma resposta da categoria ao projeto de desmonte e precarização da saúde pública que a gestão Greca iniciou com a reabertura da UPA CIC, em agosto de 2018. Agora o prefeito quer terceirizar as UPAs Cajuru, Boa Vista e Sítio Cercado, passando as unidades para serem administradas por Organização Social (OS).

    Sem diálogo com a administração, e revoltados com a situação de imposição de Greca sobre a terceirização na saúde, os servidores resolveram dar a resposta para a Prefeitura através da sua mobilização. A decisão foi tirada em assembleia na sede do sindicato que contou com representantes de diferentes UPAs, na noite desta sexta-feira (28).

    Não à terceirização

    Os servidores que estiveram na assembleia levaram para as suas respectivas unidades panfletos que explicam para a comunidade e também para aquele servidor que ainda não está convencido sobre os riscos da terceirização, os cinco principais motivos para falarmos não à terceirização das UPAs Boa Vista, Sítio Cercado e Cajuru.
    Com o estado de greve, o atendimento para população não será prejudicado. Os servidores, com apoio do SISMUC e demais sindicatos da área de saúde, farão uma série de atividades e mobilizações para conscientizar a população sobre o desmonte que está sendo colocado e que a gestão Greca manobra para maquiar a real situação da saúde, onde faltam médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, insumos e materiais. O quadro de funcionários estabelecido está reduzido, o que gera sobrecarga de trabalho e adoecimento da categoria.

    Com uma gestão que não abre um canal de diálogo e impõem sua vontade sem considerar as condições de trabalho, o estado de greve vai permanecer por tempo indeterminado. A aprovação no Conselho Municipal de Saúde para ampliação do modelo de OS nas UPAs aconteceu em uma reunião tensa, sem amplo debate e sem levar em consideração documentos apresentados que questionam o modelo adotado na UPA CIC onde a população não tem mais direito a uma série de procedimentos.

    Não vamos aceitar calados que desmontem o serviço de qualidade da rede municipal de saúde de Curitiba.

    Imprensa SISMUC
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