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  • 06/06/2019 Fundações

    Desculpas orçamentárias mostram negligência da Prefeitura com a FAS

    Desculpas orçamentárias mostram negligência da Prefeitura com a FAS
    Repórter da base
    Mesa de negociação da FAS tem poucos avanços e mostra a importância da luta e vigilância dos servidores
    Dando continuidade às mesas de negociação acordadas com a Prefeitura, a temática desta quarta-feira (5) foi a Fundação de Ação Social (FAS). Durante a reunião a direção do SISMUC cobrou a Administração Municipal de uma das pautas históricas da categoria que é a isonomia na jornada entre as carreiras da FAS, pois alguns cumprem jornada de 30h, como assistentes sociais e psicólogos, e educadores sociais, pedagogos e demais carreiras 40h.

    O trabalho dentro da assistência social é extremamente desgastante, os profissionais lidam em seu cotidiano com situações complexas relacionadas com a vida de outros seres humanos. Além disso, as condições de trabalho precária desses profissionais ajudam a promover esse adoecimento, pois além da estrutura insuficiente, muitas vezes precisam lidar com a negligência da Prefeitura em relação aos usuários da ação social.

    Infelizmente para a administração a redução da jornada de trabalho se resume em aumento da despesa com pessoal. A gestão justifica que este aumento estaria condicionado aos limites orçamentários e financeiros em face do princípio da responsabilidade fiscal. Sabemos que a falta de recursos não passa de uma desculpa da Prefeitura para continuar precarizando o trabalho dos servidores, já que pela lei de responsabilidade fiscal, nos encontramos muito abaixo do limite prudencial de 51,30%.

    Sobre a contratação de novos profissionais a desculpa é a mesma! De acordo com a Secretaria de Recursos Humanos (RH), os concursos além de necessários já estão sendo pedidos para Prefeitura há muito tempo. O SISMUC reitera que a assistência social deve ser vista como uma categoria de risco, com altos índices de agressão física e adoecimento psicológico e que por isso, a redução da carga horária afm de garantir a isonomia entre as carreiras e concursos públicos são necessárias para manutenção da saúde da categoria.

    Condições de trabalho

    A indignação dos trabalhadores da FAS mostrada nos coletivos e reuniões, surtiu efeito. A Prefeitura se comprometeu a realizar as reformas e adequações necessárias nos equipamentos. Além disso está realizando algumas visitas com o corpo de bombeiros em locais que estavam em condições muito precárias. Vale lembrar que a melhoria dos equipamentos só se deu devido às inúmeras reclamações e insistência dos profissionais da FAS, que lutam todos os dias para melhorar suas condições de trabalho.

    Nossa vigilância não pode acabar na mesa de negociação!

    A atual situação da FAS continua sendo precária, e ao que tudo indica podemos passar por mais cortes orçamentários, o que afeta diretamente a qualidade de trabalho dos profissionais. Por isso, devemos permanecer atentos às promessas da Prefeitura e fiscalizar nossos locais de trabalho em conjunto com o sindicato.
    Para mostrarmos que não nos calaremos diante do descaso com a assistência social, vamos juntos para às ruas no dia 14 de junho, contra a Reforma da Previdência e em defesa do Serviço Público de qualidade.
    Sobre os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), os servidores participantes da mesa trouxeram uma série de reclamações. A falta de EPIs, ou entrega de materiais que não são do tamanho adequado dos profissionais é comum dentro da FAS. Para amenizar a situação o SISMUC fez com que a Prefeitura se comprometesse a rever a entrega desses materiais, além de respeitar as tabelas de tamanho e quantidades entregues para os servidores. Caso esse acordo não seja respeitado e os servidores continuem recebendo materiais de péssima qualidade, ou errados, estes deverão entrar em contato com o sindicato para que possamos juntos cobrar a Prefeitura do seu descaso.

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    Permuta

    Outra reivindicação foi o respeito que as chefias devem ter com os processos de permuta. Muitas vezes o profissional fica condicionado a vontade da chefia, que pode barrar ou não, sua troca de local de trabalho. Há várias reclamações de chefias que não acataram a permuta acordada entre servidores. Embora a administração saiba que esta é uma prática recorrente, não foram apresentadas nenhuma solução em relação ao problema.

    Em teoria esse tipo de prática não pode ocorrer e pode muitas vezes caracterizar assédio moral. Com a falta de avanços a indicação do sindicato é que se entre em contato diretamente com o RH da Prefeitura nestas ocorrências, e caso não seja solucionado, o servidor deve entrar em contato com o SISMUC para auxiliarmos na denúncia.

    Imprensa SISMUC
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