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  • 29/05/2019 Na Pauta

    Em 1989, mais de 35 milhões de pessoas foram às ruas pela manutenção de seus direitos

    Em 1989, mais de 35 milhões de pessoas foram às ruas pela manutenção de seus direitos
    Arte: Ctrl S
    Há 30 anos atrás, greve geral garantiu o descongelamento salarial dos trabalhadores

    Em 1989, vivíamos um momento de efervescência política. O processo de redemocratização e a primeira eleição direta após o período da ditadura militar marcavam o país. Além disso, vivíamos quase uma década de crise econômica, o número de desempregados era altíssimo e o trabalho informal crescia.

    Para atender a demanda dos grandes empresários, José Sarney instituiu o Plano Verão, que congelava o salário dos trabalhadores. Vale lembrar que este congelamento aconteceu no momento em que a chamada hiperinflação chegava a 1700%. Em menos de um mês, a defasagem salarial atingiu 70%, logo depois que o plano foi anunciado. Mas apesar disso tudo, o clima de esperança e luta ainda pairava no ar.

    A greve geral foi convocada para os dias 14 e 15 de março. Além da rejeição às medidas governamentais aplicadas por Sarney, havia também pautas imediatas, como a reposição das perdas salariais e o congelamento real dos preços, principalmente da cesta básica, já que a inflação diária era muito elevada. Os comitês de preparação da greve se multiplicavam, e o trabalho era intenso! Foram organizados piquetes, paralisação nos locais de trabalho e também do transporte público.

    Mais de 35 milhões de pessoas, o que representava 70% dos trabalhadores, foram às ruas. A união da classe trabalhadora – entre eles, metalúrgicos, funcionários públicos, bancários, professores, operários, e outras categorias – fez com que se parasse a produção, realizando uma das maiores greves gerais da história. O que garantiu o descongelamento dos salários e a reposição salarial.

    Em 2019, as reivindicações dos trabalhadores são outras. Vivemos um cenário de desmonte do serviço público, e de retirada de direitos duramente conquistados, como nossa Previdência. A reforma proposta pelo governo federal ataca a garantia de qualidade de vida de milhares de trabalhadores. Porém, não podemos abaixar a cabeça, devemos nos espelhar nos 35 milhões de pessoas que construíram a greve geral de 30 anos atrás e garantir que nossos direitos sejam mantidos através da construção da luta unificada dos trabalhadores.

    Imprensa SISMUC/SISMMAC
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