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  • 26/11/2018 Geral

    Reajuste de 3% é aprovado com paralisação e protesto dos servidores

    Reajuste de 3% é aprovado com paralisação e protesto dos servidores
    Repórter da base
    Manobra regimental marcou votação em primeiro turno do reajuste, que foi acompanhada com paralisação dos servidores

    Greca e os vereadores do pacotaço mostraram, mais uma vez, que não têm vergonha de jogar sujo quando querem tirar direitos dos servidores. Às 8h56 desta segunda (26), quatro minutos antes de começar a votação, os vereadores ligados ao prefeito apresentaram um novo projeto de lei que substituiu a proposta original da Prefeitura. Armaram essa manobra política, apoiada no regimento da Câmara Municipal, para fazer com que as emendas apresentadas pela oposição perdessem a validade e, assim, não tivessem que votar publicamente e expor sua opção de apoiar mais essa retirada de direitos dos servidores.

    Com o novo texto, que efetivamente não trouxe nada de novo, os vereadores aprovaram em primeira discussão o reajuste de 3% para o funcionalismo e a mudança definitiva da data-base para 31 de outubro. Após a manobra regimental da base do prefeito, os vereadores de oposição tentarão reunir 13 assinaturas necessárias para reapresentar as emendas na segunda votação, marcada para esta terça-feira (27). Além de propor que o reajuste cubra toda a inflação dos últimos 31 meses, calculada em 9,48%, as emendas da oposição também defendem o retorno da data-base para março.

    Não foi só a manobra regimental que marcou a sessão. Com medo da mobilização, a presidência da Câmara Municipal solicitou a interdição do prédio para tentar impedir que os servidores municipais acompanhassem a votação. Durante a sessão, um oficial de Justiça tentou cumprir um mandado de interdição, mas o departamento jurídico do sindicato interveio e foi permitida a permanência dos servidores. A interdição se restringiu às galerias, onde os servidores não tiveram acesso.

    Com as manobras de hoje, o presidente da Câmara e os vereadores da base de apoio do prefeito abandonaram por completo a defesa do diálogo e da democracia e mostraram que estão dispostos a tudo para votar os ataques às escondidas, sem terem sequer que debater as propostas divergentes.

    A paralisação dessa segunda-feira (26) é só o começo da luta unificada dos servidores para reverter os ataques aprovados no ano passado e impedir que a gestão Greca retire novos direitos com a ampliação do pacotaço.

    Os sindicatos estarão mobilizados na sessão desta terça-feira (27) para cobrar o posicionamento dos vereadores. Nossa mobilização também vai acompanhar a tramitação da proposta que acaba com a licença-prêmio para os novos servidores e do projeto que impõe contratação precarizada via Processo Seletivo Simplificado (PSS). Esses dois graves ataques exigem alteração na Lei Orgânica do Município e por isso tramitam em uma comissão especial.

    Imprensa SISMUC SISMMAC
    Ato na CMC pela manutenção da data-base
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