Notícias

Imprimir
  • 12/05/2016 Geral

    Pauta dos fiscais não avança na gestão Fruet

    Pauta dos fiscais não avança na gestão Fruet
    Sismuc questionou falta de propostas da gestão
    Pelo quarto ano consecutivo gestão trava atendimento em duplas e equipamentos de trabalho.

    Planejamento, estudos, verificações. Por toda a gestão Fruet esse foi o discurso utilizado com relação à pauta específica dos fiscais. Dessa vez não foi diferente. Representantes da Prefeitura de Curitiba se comprometeram mais uma vez realizar estudos sobre identificação dos fiscais, mesmo ela já ocorrendo parcialmente, o desempenho de atividade de fiscalização em duplas, além de equipamentos eletrônicos para aperfeiçoar o trabalho na cidade. De novo apenas o compromisso da gestão de construir, junto com o sindicato, um protocolo de atuação da fiscalização, uma vez que a atuação nas secretarias de obras, meio ambiente, urbanismo e abastecimento não ocorrem de forma integrada. “Existem muitas prefeituras dentro da prefeitura que não estão dialogando adequadamente”, avalia Irene Rodrigues, coordenadora geral do Sismuc.

    Identificação dos fiscais
    A administração afirma que vem trabalhando no assunto desde 2013 com a substituição de equipamentos e identificações e que novas mudanças são estudadas. O sindicato afirmou que essa mesma resposta foi dada em 2015 e cobra a finalização de estudos. Depois, a gestão admitiu que não tenha identificação específica de seus trabalhadores por causa do custo. Nesse argumento, o fiscal Eduardo Recker Neto afirmou que a cidade tem 204 fiscais e cobra que a gestão apresente os custos. "Na verdade, os fiscais estão apresentando um documento particular e não um documento da gestão", cobra Recker. Os fiscais são obrigados a se identificar com o “cartão qualidade”.

    Protocolo de fiscalização

    Na mesa de negociação dos fiscais ficou claro que não há unificação de atuação e de equipamentos dos trabalhadores nas diversas secretarias em que estão lotados. Por isso, o sindicato sugeriu a formulação de um protocolo de fiscalização nos moldes do que ocorre na saúde. A sugestão foi acatada pela administração municipal. Um grupo técnico formado por gestão e sindicato deve ser formado nos próximos dias.
    A gestão ainda tentou argumentar que não pode fazer uma identificação específica por causa de outras carreiras, sem listar quais seriam. Mais uma vez o sindicato questionou essa tese, uma vez que a Guarda Municipal tem identificação própria e que os fiscais do urbanismo também tem identificação própria. Contudo, o mesmo não ocorre com os trabalhadores das outras secretarias. "A isonomia está quebrada e demonstramos isso. A gestão tem condições de resolver a questão", cobra o coordenador do Sismuc Giuliano Gomes. Questionados, os representantes da Prefeitura de Curitiba afirmaram que desconheciam a diferença é que "a secretária do meio ambiente vai checar a situação com o urbanismo e uma resposta será dada até o fim de maio".

    Duplas
    A Prefeitura de Curitiba negou a padronização da fiscalização em duplas. A gestão afirmou que muitas ações ocorrem com apoio de equipe e que, havendo necessidade, os fiscais devem buscar apoio da Polícia Militar. Em mesa, uma fiscal da base afirmou que é normal a fiscalização da noite ocorrer sozinha. A trabalhadora visita local sem apoio de colegas de profissão. Isso ocorre, principalmente, na secretaria do meio ambiente. Mais uma vez, a gestão afirma que fará estudos técnicos sobre o tema.

    Informatização da fiscalização

    A fiscalização em Curitiba ainda é feita no papel e de forma desintegrada. Para o tema da pauta, a gestão afirmou que primeiro tem informatizado a fiscalização de animais e que no futuro deve ampliar o processo para demais áreas da fiscalização, a depender, mais uma vez, de recursos financeiros. A demora foi questionada pelo sindicato. Irene Rodrigues cita que Copel e Sanepar fazem coletas de dados digitais. Neste sentido, Curitiba está parada e precisa avançar. “A cidade paga uma fortuna para o ICI e não entende porque a fiscalização não pode. Mais uma vez, a Prefeitura de Curitiba nega ter recursos. Enquanto isso, fiscais realizam seu trabalho anotando na prancheta as infrações e depois os registrando em computador, tornando o trabalho mais lento e ineficiente”, relatou Irene.

    Temas que ficam para próxima mesa

    Pelos menos dois itens importantes da mesa de negociação não foram abordados neste encontro. Eles tratam de equipamentos de proteção individual (EPI) e extensão de gratificação de risco. Os temas serão abordados na próxima reunião marcada para 7 de junho, às 9h30.

    Manoel Ramires
Voltar para o Índice

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
Rua Monsenhor Celso, 225, 9º andar. Conjunto 901/902 - Centro. Curitiba- PR. Cep: 80010-150     Fone/Fax: (41) 3322-2475     E-mail: sismuc@sismuc.org.br

DOHMS