Na Pauta

  • 11/10/2019 Saúde

    Agentes de endemias continuam greve por tempo indeterminado

    Agentes de endemias continuam greve por tempo indeterminado
    Repórter da base
    Sem negociação com a Prefeitura, categoria decidiu continuar na luta por melhores condições de trabalho

    Reunidos em assembleia nesta sexta-feira (11), os agentes de combate às endemias (ACE) decidiram pela continuidade da greve iniciada no último dia 30 de setembro. Já são duas semanas que a categoria está em greve pela valorização e melhores condições de trabalho.

    O SISMUC foi notificado na tarde de quinta-feira (10) sobre liminar da justiça que determinou multa diária e o retorno imediato dos ACE ao trabalho. Mas a categoria não se intimidou e dará continuidade à paralisação com panfletagem e atos de conscientização da população sobre a importância do trabalho que realizam.

    Sem avançar em negociações com a Prefeitura e a consequente continuidade da greve, Curitiba está atrasada no levantamento de índice rápido de infestação, o chamado projeto LIRA que investiga focos de mosquitos causadores de doenças como dengue, febre amarela, Chikungunya, entre outras. Com isso Curitiba está desassistida de ações para controle de infestações de mosquitos.

    Reivindicações

    A greve dos ACE reivindica um reajuste salarial de 23,27%, proporcional ao reajuste aplicado no piso federal da categoria que está em R$ 1.250,00. Apesar de Curitiba pagar um pouco acima do piso federal, R$ 1.346,00, os agentes de combate de endemias não foram contemplados com o aumento proporcional que foi aplicado no piso nacional da categoria neste ano.

    Além do reajuste no salário, que chegaria a R$ 2.018,69, a pauta de reivindicações cobra também pagamento de gratificação por risco de saúde; criação e implementação de plano de carreira; mudança na exigência de escolaridade para nível médio, com salário compatível com a escolaridade e implementação do quinquênio no valor de 5% no salário-base. Além da contração de mais agentes, que está em número reduzido, são cerca de 70 para percorrer os 432 km² de Curitiba.

    A resposta de Prefeitura tem sido de estudar um plano de carreira para categoria em 2020 e promover reajuste até 2021.

    Desde o início da paralisação a categoria tem realizado atos e diferentes regiões da cidade.

    Imprensa SISMUC
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