Na Pauta

  • 05/06/2018 Formação
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    Começa nesta quarta, em Curitiba, a 17ª Jornada de Agroecologia

    Começa nesta quarta, em Curitiba, a 17ª Jornada de Agroecologia
    Leandro Taques
    Serão quatro dias para alertar a sociedade sobre os riscos dos agrotóxicos e transgênicos

    A cada dia que passa, a população brasileira se preocupa mais com a sua alimentação. Seja para diminuir a obesidade ou para buscar qualidade de vida por meio do que se coloca no prato. No entanto, a mera substituição de carboidratos e refrigerantes por vegetais, legumes e sucos não garantem uma vida saudável. O grande risco é que esses alimentos estejam contaminados com agrotóxicos ou sejam transgênicos. Ou seja, sem saber, as pessoas podem estar se envenenando.

    Esse é um dos assuntos da 17ª Jornada de Agroecologia, que ocorre entre os dias de 6 a 9 de junho, no centro da capital paranaense. O tema desse ano é “Terra Livre de transgênicos e sem agrotóxicos: cuidando da terra, cultivando biodiversidade, colhendo soberania popular. A jornada conta com as participações do teólogo Leonardo Boff e da atriz Letícia Sabatella que participam da abertura, no teatro Guaíra. Já a palestra inaugural discute a “Agricultura, luta e resistência – A participação dos povos na construção do projeto soberano e popular”.

    Ao longo dos quatro dias serão realizadas diversas palestras, oficinas e atividades culturais (Clique aqui e confira a programação). Destaque para o encerramento com a Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, do Rio de Janeiro, que foi aclamada pelo povo brasileiro como Campeã do carnaval carioca por ter levado para a avenida o ‘grito de liberdade’, falando da escravidão, ‘guerreiros da CLT’, tratando da reforma trabalhistas, e ‘presidente vampiro’, em referência ao golpista Michel Temer.

    Léo Morais, o “vampiro neoliberalista”, em clara alusão a Michel Temer. Foto: Reprodução Youtube

    Já o Pátio da Reitoria vai receber o “Túnel do tempo“, em que estudantes do ensino fundamental e médio, vindos de assentamentos e acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), vão apresentar a história da agricultura, até chegar ao momento atual e à agroecologia.

    A Jornada é organizada por mais de 40 movimentos e entidades do Paraná, entre movimentos do campo, universidades e centros de formação. Entre eles está o MST, as universidades Federal e Tecnológica do Paraná (UFPR e UTFPR), além de entidades como a organização Terra de Direitos e o Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria).

    Alto uso de veneno

    A contaminação dos alimentos por agrotóxicos é uma realidade confirmada por um Dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), divulgado em 2015. Segundo a pesquisa, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos, e 28% desses alimentos contém substâncias não autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Os impactos do consumo cotidiano de alimentos contaminados ainda não são mensurados de maneira completa, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que os agrotóxicos causam 70 mil intoxicações agudas e crônicas por ano.

    O Paraná é conhecido como estado forte no agronegócio, fato que o coloca na posição de terceiro maior consumidor de agrotóxicos do país. A cada ano, cerca de 96,1 milhões de quilos de agrotóxicos são utilizados no estado, de acordo com dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), de 2013. De todo o estado, a região de Cascavel é a que mais consome veneno na agricultura.

    Serviço:
    17ª Jornada de Agroecologia
    Data:de 6 a 9 de junho
    Local:Reitoria e Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Praça Santos Andrade, no Centro da capital.
    Mais informações: www.jornadaagroecologia.com.br | facebook.com/jornadade.agroecologia

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