Na Pauta

  • 07/06/2017 Opinião

    Vereadores de Curitiba negociam o futuro dos servidores

    Vereadores de Curitiba negociam o futuro dos servidores
    Manoel Ramires/Sismuc
    É tolice achar que os vereadores são inocentes úteis. O que os movia na última gestão e na atual pode ser a sanha por cargos
    Os vereadores de Curitiba estão decidindo o futuro dos servidores municipais no escuro. É difícil acreditar que os 28 parlamentares aprovaram o regime de urgência após três meses de tramitação plenamente convictos de alguma coisa. Isso mais cheira a convencimento fisiológico.

    Boa parte dos vereadores que aprovaram a correria na tramitação até ontem - ano passado - eram da bancada governista ou apoiaram o ex-prefeito Gustavo Fruet na eleição. Inclusive o líder do governo, Pier Petruziello, que andava de mãos dadas com o pedetista. E Fruet, semana passada, alertou que o Plano de Recuperação de Greca, também conhecido como Pacote de Maldades, só empurra os problemas para frente, não resolve a crise econômica e ainda piora o atendimento à população. "Adiar o reajuste dos servidores e implementar uma reforma da Previdência liberal não parece ser o caminho adequado”, avaliou. Mesmo assim, os atuais vereadores parecem estar dispostos a dar um tiro no escuro para atender as vontades de Greca. Ou tem certeza de que até o final do ano as contas estarão ajustadas? No plano nacional foi vendida ideia semelhante e o povo brasileiro percebeu que não era bem assim.

    Bobo na política

    Aprovando o pacotaço, fica a dúvida: foram enganados por Fruet ou estão sendo enganados por Greca, uma vez que os números dos dois não batem? Talvez, o correto seja dizer que se deixaram ser enganados nos dois casos. E quem paga o pato são os servidores e a população.

    Toma lá...
    É tolice achar que os vereadores são inocentes úteis. O que os movia na última gestão e na atual pode ser a sanha por cargos. Dois belos soldos comissionados dentro da Prefeitura de Curitiba e emendas parlamentares criam a convicção em muito vereador e vereadora de que é necessário "colocar a venda o futuro dos servidores públicos".

    Ninguém mais esconde isso. Ontem (06), o vereador Goura, que não assinou o regime de urgência, colocou o dedo na ferida. "Nós não podemos votar com troca de favores e cargos políticos. A vida do servidor não pode ser trocado por um ou dois cargos no bairro", revelou.

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    Manoel Ramires
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